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    Escritório Nelson Wilians aceita deixar sede após dívida

    Acordo judicial prevê devolução de imóvel em São Paulo e pagamento de valores pendentes de aluguel, condomínio e IPTU.

    O escritório Nelson Wilians Advogados concordou em deixar a unidade que ocupava no 17º andar do Centro Empresarial Nações Unidas, em São Paulo.

    A decisão ocorreu após os proprietários do imóvel apresentarem uma ação de despejo por falta de pagamento.

    Segundo reportagem da revista Veja, que consultou os autos do processo, os débitos chegavam a quase R$ 150 mil.

    O valor incluía aluguéis, despesas condominiais e IPTU. Além disso, o aluguel mensal do espaço custava aproximadamente R$ 38 mil, sem considerar outras taxas.

    Seis empresas proprietárias da unidade apresentaram a ação.

    Conforme os documentos citados, o escritório deixou pendentes os aluguéis de setembro e dezembro de 2025.

    Além disso, a banca não teria pago os valores referentes a janeiro e fevereiro de 2026.

    Dificuldades econômicas

    Durante o processo, o escritório informou que enfrentava dificuldades financeiras, perda de contratos e redução no fluxo de caixa.

    A banca também afirmou que bloqueios em contas bancárias prejudicaram o pagamento dos compromissos relacionados ao imóvel.

    Ainda segundo os autos mencionados pela revista, o escritório relacionou a situação à repercussão das investigações envolvendo seu fundador, Nelson Wilians.

    De acordo com a banca, a exposição afetou sua imagem diante dos clientes e contribuiu para a redução das receitas.

    Acordo

    Em 20 de julho, as partes chegaram a um acordo para encerrar o contrato.

    Com isso, o escritório aceitou entregar as chaves, permitir uma vistoria e devolver a posse da unidade às empresas proprietárias.

    Além disso, as instalações e benfeitorias realizadas durante a ocupação permanecerão no imóvel, sem pagamento de indenização.

    O escritório também se comprometeu a quitar os valores pendentes conforme as condições definidas entre as partes.

    Posteriormente, o juiz Emanuel Brandão Filho homologou o acordo.

    Dessa forma, as partes encerraram o processo após a composição.

    Portanto, o caso não terminou com um despejo forçado, mas com a concordância da banca em desocupar o endereço.

    Em 2025, a Polícia Federal realizou buscas relacionadas a Nelson Wilians durante uma fase da Operação Sem Desconto.

    A operação apura fraudes relacionadas a benefícios do INSS.

    Por fim, a defesa afirmou que ele não participou das irregularidades e que suas relações comerciais investigadas eram legais e anteriores aos fatos apurados.

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