Guerra comercial: China ameaça os EUA, e Washington responde com alerta militar
Embaixador chinês diz que o país "lutará até o fim", e Secretário de Defesa dos EUA declara que os americanos estão "prontos para a guerra"

Guerra comercial: China ameaça os EUA, e Washington responde com alerta militar
As tensões entre China e Estados Unidos aumentaram após declarações contundentes do embaixador chinês nos EUA e do Secretário de Defesa americano, Pete Hegseth. A disputa, inicialmente comercial, agora escalou para um tom de ameaça aberta, envolvendo segurança nacional e questões militares.
O embaixador chinês afirmou que Pequim não aceitará intimidações nem chantagens econômicas, em resposta às novas tarifas impostas pelos EUA sobre importações chinesas, alegando que o governo americano estaria usando a crise do fentanil como desculpa para pressionar a China.
“A intimidação não nos assusta. Pressionar ou ameaçar a China é um erro de cálculo. Se os EUA querem uma guerra – seja tarifária, comercial ou qualquer outra –, estamos prontos para lutar até o fim”, declarou o diplomata.
A resposta americana veio pelo Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que adotou um tom igualmente forte ao garantir que o país está pronto para enfrentar qualquer ameaça.
“Estamos preparados para a guerra. Estamos reconstruindo nossas Forças Armadas e restabelecendo a dissuasão. Se quisermos impedir um conflito com os chineses ou qualquer outro, temos que ser fortes”, afirmou Hegseth.
Crise do fentanil e tarifas: os novos pontos de tensão
A relação entre as duas potências já vinha se deteriorando devido às acusações dos EUA de que a China não estaria colaborando para interromper o fluxo de precursores químicos do fentanil, droga que tem causado milhares de mortes no território americano.
Pequim, por sua vez, rebate dizendo que os EUA estão usando a crise como desculpa para impor tarifas unilaterais, o que configuraria uma nova escalada na guerra comercial entre os países.
Impactos globais da escalada de tensões
Especialistas alertam que esse novo embate pode ter repercussões severas na economia global, afetando cadeias de suprimentos, inflação e a estabilidade comercial internacional.