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    Haddad minimiza impacto da alta da Selic e diz que elevação já era prevista desde 2024

    Ministro da Fazenda argumenta que o aumento da taxa básica de juros já estava no radar do mercado e defende medidas para recuperação da economia.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (20) que a alta da Selic, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, já era uma medida esperada desde o fim de 2024. A declaração foi feita em resposta às críticas do mercado sobre os impactos da elevação dos juros na economia brasileira.

    O Copom decidiu, na última reunião, aumentar a Selic em 0,25 ponto percentual, elevando a taxa para 11,50% ao ano. A decisão veio após meses de estabilidade e um cenário de inflação em trajetória incerta.

    “Essa alta da Selic já era prevista desde o fim do ano passado. O próprio Banco Central já indicava que poderia haver um ajuste, dependendo do cenário fiscal e da evolução da inflação”, disse Haddad.

    Cenário fiscal e inflação preocupam
    De acordo com o ministro, a política fiscal do governo segue comprometida com o equilíbrio das contas públicas. Ele reforçou que o arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso Nacional está sendo cumprido e que medidas para manter a sustentabilidade das contas públicas serão mantidas.

    “O nosso foco continua sendo o equilíbrio fiscal e a redução das incertezas econômicas. A elevação dos juros é uma resposta ao cenário externo e à necessidade de controlar a inflação,” destacou Haddad.

    A decisão do Banco Central de aumentar a Selic gerou reações mistas entre economistas e agentes do mercado financeiro. Enquanto alguns especialistas apontam que a medida pode ajudar a conter a inflação, outros temem que o custo do crédito mais alto possa desacelerar a economia e prejudicar o crescimento em 2025.

    Próximos passos na economia
    Haddad também mencionou que o governo segue trabalhando em políticas para reduzir o impacto da alta dos juros sobre os investimentos produtivos. Entre as medidas estudadas pelo Ministério da Fazenda estão incentivos ao crédito para pequenos empresários e estímulos à indústria nacional.

    “Estamos tomando todas as precauções para garantir que a economia continue crescendo e que o Brasil siga um caminho sustentável de desenvolvimento,” afirmou.

    O Copom volta a se reunir no próximo mês para avaliar os próximos passos da política monetária. O mercado segue atento às declarações do Banco Central e do governo sobre o cenário econômico para os próximos trimestres.

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