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    Direita ganha novo nome na corrida presidencial: Ratinho Jr. assume pretensão de disputar o Planalto em 2026

    Com Caiado prestes a lançar pré-candidatura e Tarcísio em movimento, governadores buscam espaço enquanto Bolsonaro enfrenta obstáculos jurídicos

    A disputa pela liderança da direita nas eleições presidenciais de 2026 começa a ganhar novos contornos. Depois de movimentos de pré-candidatura do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), que lançará seu nome oficialmente no dia 4 de abril, em Salvador, e da articulação nacional de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, quem também entrou no jogo foi o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD). Em entrevista publicada nesta quinta-feira (27) pelo jornal O Globo, Ratinho confirmou, pela primeira vez, que pretende disputar a Presidência da República. “É um grande sonho”, declarou.

    A declaração de Ratinho representa um novo arranjo na direita, que busca um nome viável para 2026, diante da incerteza sobre a elegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-mandatário segue acompanhando de perto o processo que o tornou inelegível e pode enfrentar novo revés com ações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o que o afasta ainda mais da corrida presidencial.

    A consolidação de novos nomes acirra a disputa interna entre lideranças que buscam ocupar o espaço deixado por Bolsonaro. Enquanto Caiado intensifica sua presença nacional e Tarcísio mantém postura cautelosa, Ratinho Jr. avança com apoio de setores do empresariado e do próprio PSD.

    PSD em evidência nacional
    Com a fala de Ratinho, o partido presidido por Gilberto Kassab também entra no radar da sucessão presidencial. Kassab já vinha ensaiando o nome do governador do Paraná como possível representante do PSD no pleito nacional. Agora, com a sinalização pública, o partido pode ganhar protagonismo na costura de alianças, especialmente se Bolsonaro for impedido de concorrer.

    Nos bastidores, a legenda discute como equilibrar a atuação nos estados, onde mantém alianças diversas, e a construção de uma candidatura presidencial que una os campos mais moderados da direita e do centro. A entrada de Ratinho muda o cálculo político também para governadores e parlamentares que buscavam uma federação ou composição mais ampla com siglas como o União Brasil e o Republicanos.

    Fonte:
    Trecho baseado na entrevista concedida por Ratinho Jr. ao Jornal O Globo:

     

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