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    Glaustin da Fokus está entre os parlamentares que mais concentraram emendas em cidades de prefeitos aliados

    Levantamento aponta que deputado do Podemos-GO destinou a maior parte das emendas para municípios administrados por aliados reeleitos em 2024.

    Um levantamento da Folha de S.Paulo revelou que 110 deputados e senadores concentraram mais de 70% dos repasses de emendas em municípios administrados por prefeitos aliados reeleitos em 2024. Entre os parlamentares que mais direcionaram recursos a essas cidades está Glaustin da Fokus (Podemos-GO).

    De acordo com a análise, foram considerados os parlamentares que destinaram 70% ou mais das emendas individuais recebidas por cada município nos últimos dois anos. Com esses repasses, esse grupo de congressistas foi responsável pela maior parte das verbas enviadas a 216 municípios administrados por correligionários.

    A destinação de emendas parlamentares tem impacto direto nos investimentos locais. Os recursos costumam ser utilizados para obras de infraestrutura, compra de equipamentos e melhorias em áreas como saúde e educação. Em muitos casos, prefeitos e prefeituras divulgam publicamente as ações viabilizadas com esses valores, ressaltando a parceria com os parlamentares.

    O levantamento aponta que a maioria das cidades beneficiadas por esses repasses tem até 20 mil habitantes e apresenta indicadores sociais abaixo da média nacional. Segundo os dados, 84% desses municípios possuem até 20 mil moradores (contra 69% no país) e 38% têm um índice de desenvolvimento humano (IDH) classificado como “baixo” ou “muito baixo” (contra 25% no Brasil, considerando o IDH de 2010).

    A presença de Glaustin da Fokus entre os parlamentares que mais concentraram emendas a prefeitos aliados demonstra o direcionamento de recursos para determinadas regiões. A destinação dessas verbas pode influenciar o cenário político local, principalmente com a aproximação das eleições de 2026.

    O modelo de distribuição de emendas parlamentares é frequentemente discutido no meio político e por órgãos de controle. Enquanto alguns defendem a autonomia dos parlamentares para indicar onde os recursos devem ser aplicados, outros apontam a necessidade de critérios que garantam uma distribuição mais equilibrada entre os municípios.

     

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