Ciberataques contra DeepSeek têm origem nos EUA, diz imprensa chinesa
Empresa chinesa de IA sofre ataques cibernéticos em larga escala; Pequim aponta para endereços IP norte-americanos

O aplicativo chinês de inteligência artificial DeepSeek R-1 tem sido alvo de ataques cibernéticos em grande escala nos últimos dias. Segundo a imprensa oficial chinesa, os ataques foram rastreados até endereços IP localizados nos Estados Unidos.
A informação foi divulgada pela Yuyuan Tantian, conta de redes sociais gerida pela televisão estatal CCTV, que citou um especialista da empresa de cibersegurança Qi’anxin. “Todos os endereços IP no ataque foram registrados e todos eles são norte-americanos”, afirmou o especialista.
Os ataques começaram no início de janeiro, atingindo seu pico entre os dias 27 e 28. Em resposta, a DeepSeek suspendeu temporariamente novos registros para garantir a estabilidade da plataforma, mas manteve o acesso dos usuários já cadastrados. A empresa informou que já identificou o problema e está monitorando novas possíveis ameaças.
Diante das acusações, a Casa Branca declarou que o Conselho de Segurança Nacional está investigando a questão. A secretária de imprensa do governo, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump acompanha o caso e vê os avanços da DeepSeek como um alerta para a indústria de IA dos EUA. No entanto, reforçou que o país “voltará a deter o domínio” nesse setor.
A DeepSeek ganhou notoriedade após ultrapassar o ChatGPT e se tornar o aplicativo mais baixado na App Store, tanto na China quanto nos Estados Unidos. A plataforma chamou atenção pela sua eficiência e baixo custo, tornando-se uma alternativa viável ao modelo de inteligência artificial norte-americano.
Após a repercussão, empresas como Nvidia, gigante dos semicondutores dos EUA, sofreram perdas significativas na Bolsa de Nova York, refletindo o impacto da DeepSeek no mercado global de tecnologia.
A investigação sobre os ataques segue em andamento.