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    Rússia pode atacar país da OTAN em breve, alerta serviço secreto da Alemanha

    Relatório da inteligência alemã aponta que o Kremlin acelera preparo para guerra convencional; OTAN avalia reforçar defesa e enviar mais armamentos

    O Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (BND) alertou, em avaliação recente, que a Rússia está intensificando seus preparativos militares e pode lançar um ataque contra um país da OTAN nos próximos anos. A informação foi divulgada por fontes oficiais e reforçada por relatórios estratégicos vazados.

    De acordo com a agência, Moscou tem acelerado o ritmo de recrutamento, treinamento e ampliação de investimentos na defesa. O objetivo do Kremlin seria alcançar plena prontidão militar para uma guerra convencional até o fim da década.

    Além de elevar os gastos com equipamentos bélicos e aumentar seu efetivo militar, a Rússia tem investido em logística e reposição de estoques estratégicos — medidas que vão além da guerra em curso contra a Ucrânia e sinalizam preparação para um conflito mais amplo.

    Reação da OTAN

    Com o alerta alemão, os países-membros da OTAN iniciaram discussões para aumentar seus orçamentos militares e reforçar o envio de armas e equipamentos para aliados próximos à fronteira russa, como Estônia, Letônia e Polônia.

    O chanceler alemão Olaf Scholz e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, têm reiterado que a aliança está “atenta e preparada para qualquer cenário”, embora ainda prefiram uma saída diplomática para evitar uma escalada global do conflito.

    Avaliação estratégica

    Segundo as análises da inteligência, a Rússia vê um potencial de enfraquecimento da unidade da OTAN nos próximos anos, especialmente com as mudanças políticas em curso em países-chave. Com isso, Moscou aposta em pressionar por meio de força militar, desinformação e ameaças híbridas.

    Caso a previsão da BND se concretize, será a primeira ofensiva russa direta contra a OTAN — o que dispararia o Artigo 5º da aliança, que prevê resposta militar conjunta contra qualquer agressor de um país-membro.

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