Zelensky quer eleições ainda em 2025, mas Trump e Putin recuam diante de sua alta popularidade
Após ser confrontado na Casa Branca e ver sua aprovação crescer, presidente da Ucrânia desafia restrições constitucionais e sinaliza que pretende convocar eleições já no verão europeu

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, surpreendeu ao sinalizar, nos bastidores e em reuniões com aliados, que pretende convocar eleições presidenciais ainda em 2025, entre os meses de junho e setembro, mesmo com a guerra contra a Rússia em curso. O movimento é visto como uma tentativa de consolidar seu mandato e legitimar politicamente sua permanência no poder por mais quatro anos.
A proposta representa uma reviravolta no tabuleiro geopolítico. Isso porque, semanas atrás, Donald Trump e Vladimir Putin haviam coordenado discursos pedindo que a Ucrânia promovesse eleições mesmo em tempo de guerra — o que é vetado pela Constituição ucraniana. Porém, desde que Zelensky enfrentou críticas duras na Casa Branca, especialmente de aliados de Trump como J.D. Vance e membros da ala mais radical do Partido Republicano (a chamada comunidade MAGA), sua aprovação disparou na opinião pública internacional e interna.
Esse crescimento de popularidade transformou o cenário. Agora, ironicamente, são Trump e Putin que estariam receosos com a realização do pleito. Segundo analistas ouvidos por veículos como The Guardian e Politico, ambos temem que uma eleição agora sirva apenas para reforçar Zelensky como símbolo de resistência contra o autoritarismo russo e a influência trumpista.
Nos bastidores diplomáticos, fontes afirmam que Putin considera um processo eleitoral em meio à guerra como um risco estratégico, enquanto Trump, que antes defendia eleições “imediatas”, tem mantido silêncio sobre o tema. O argumento atual, de ambos, seria de que eleições neste momento “não garantem estabilidade”, numa tentativa de postergar o fortalecimento de Zelensky no plano global.
Apesar da sinalização de eleições, o cenário legal permanece complexo: a Constituição da Ucrânia ainda proíbe eleições presidenciais durante a vigência da Lei Marcial, decretada em 2022 após o início da invasão russa.