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    Inflação deve fechar 2025 em 5,65%, acima da meta, aponta Boletim Focus

    Mercado mantém projeção elevada e Banco Central sinaliza necessidade de juros mais altos para conter alta de preços

    A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2025 se manteve estável em 5,65%, conforme apontado no Boletim Focus desta segunda-feira (5). O relatório, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), reúne as expectativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos do país.

    Mesmo com a estabilização da projeção, o índice segue acima da meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, resultando em um teto de 4,5%. Caso a estimativa do mercado se concretize, a inflação ultrapassaria esse limite, o que exigiria uma política monetária mais restritiva.

    Selic deve subir para conter inflação

    Diante da inflação pressionada, o Comitê de Política Monetária (Copom) já elevou a taxa básica de juros (Selic) para 13,25% ao ano, e sinalizou um novo aumento de 1 ponto percentual na próxima reunião, o que levaria a Selic para 14,25%. O mercado também prevê que a taxa básica possa atingir 15% ao ano até o fim de 2025.

    A alta dos juros visa controlar a inflação ao desestimular o consumo e reduzir a demanda na economia. No entanto, essa política pode impactar negativamente o crescimento econômico e o acesso ao crédito.

    Crescimento econômico segue modesto

    Enquanto a inflação segue elevada, as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) indicam um crescimento de 2,01% em 2025. Para os anos seguintes, o mercado projeta um crescimento de 1,7% em 2026 e 2% em 2027 e 2028.

    Os dados refletem os desafios enfrentados pela economia brasileira para equilibrar crescimento e controle inflacionário nos próximos anos. O Banco Central segue monitorando os indicadores para ajustar sua política monetária conforme necessário.

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