Lula lidera corrida presidencial, mas vê direita se consolidar como adversária competitiva para 2026
Levantamento da Quaest aponta Lula à frente nos principais cenários de 1º e 2º turnos, mas com Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas se aproximando na disputa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança das intenções de voto para a eleição presidencial de 2026, mas começa a enfrentar uma disputa mais acirrada com nomes da direita. A pesquisa mais recente do Instituto Quaest revela que, embora Lula ainda seja o favorito em cenários simulados de primeiro e segundo turno, as margens entre ele e seus possíveis adversários têm diminuído.
No primeiro turno, Lula aparece com cerca de 39% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro (PL), que obtém 35%, em um dos cenários. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), surge como o nome mais viável entre os demais candidatos da direita, alcançando até 33% em confrontos diretos com o petista.
Em simulações de segundo turno, Lula ainda vence Bolsonaro por uma pequena margem, mas empata tecnicamente com Tarcísio, segundo os dados. Essa aproximação evidencia a crescente competitividade da direita no cenário eleitoral, mesmo diante da inelegibilidade de Bolsonaro, que permanece como figura central do espectro conservador.
A Quaest também apontou um dado importante sobre a percepção da população: a avaliação negativa do governo Lula cresceu para 56%, principalmente entre jovens de 16 a 34 anos, onde a rejeição subiu 12 pontos desde a última medição. Esse dado pode influenciar diretamente a força do petista na reta final da gestão e impactar a formação de alianças.
A pesquisa indica que, apesar de ainda ser o nome mais conhecido e com maior recall eleitoral, Lula terá uma disputa mais difícil do que em 2022. A direita, mesmo dividida, já trabalha para construir candidaturas viáveis e competitivas.