EUA reforçam presença: destróieres chegam a águas próximas da Venezuela nesta quarta
Operação envolve mais de 4 mil militares e amplia ofensiva contra cartéis de drogas na região
A Marinha dos Estados Unidos ampliou a presença no Caribe. Três destróieres alcançam águas próximas à Venezuela na madrugada desta quarta-feira (20). O Pentágono classificou o movimento como uma “demonstração de força”.
Deslocamento das embarcações
O USS Gravely e o USS Jason Dunham partiram da base naval de Mayport, na Flórida, na semana passada. O USS Sampson cruzava o Canal do Panamá e, assim, se juntou à aproximação.
O navio de combate litorâneo USS Minneapolis-St. Paul já estava na região. Ele atracou em Guantánamo, Cuba, nesta terça-feira (19). Dessa forma, os EUA passaram a contar com várias embarcações em posição estratégica.
Reforço estratégico
O envio também inclui o grupo anfíbio USS Iwo Jima (LHD 7), acompanhado pelos transportes USS San Antonio (LPD 17) e USS Fort Lauderdale (LPD 28). Essa força opera junto à 22ª Unidade Expedicionária dos Fuzileiros Navais (MEU), tropa de resposta rápida do Corpo de Fuzileiros.
Além disso, mais de 4 mil marinheiros e fuzileiros navais participam da operação. O pacote militar ainda deve contar com um cruzador da classe Ticonderoga, um submarino de ataque nuclear e aeronaves P-8A Poseidon.
Missão declarada
De acordo com o Comando Sul, a operação tem como objetivo combater organizações criminosas classificadas como “narco-terroristas” e garantir a liberdade de navegação. Enquanto isso, Washington reforça que o envio demonstra a capacidade dos EUA de proteger rotas estratégicas no Atlântico e no Caribe.
Por fim, autoridades destacam que a movimentação integra uma estratégia de longo prazo de reposicionamento de forças, iniciada há três semanas, e tende a se intensificar.