Contas de ex-prefeito Naçoitan Leite são reprovadas por mau uso de R$ 5 milhões
A política de Iporá ganhou um novo capítulo de tensão nesta semana. O palco, como de costume, foi a tribuna da Câmara Municipal. O advogado da prefeitura, Victor Hugo, não mediu palavras ao detalhar o que os órgãos de controle já sinalizavam: o tribunal reprovou as contas do ex-prefeito Naçoitan Leite referentes a 2022. O motivo central da crise envolve um “buraco” de R$ 5 milhões que deveriam virar asfalto, mas que permanecem apenas como promessa.
A gestão anterior tomou o recurso via empréstimo no Banco do Brasil com destinação carimbada. No entanto, a defesa de Naçoitan falhou ao tentar convencer a fiscalização de que a pavimentação realmente aconteceu. Consequentemente, os órgãos técnicos rejeitaram as justificativas e abriram um caminho perigoso para sanções administrativas e, possivelmente, uma futura inelegibilidade do ex-gestor.
A herança maldita no colo de Maysa
O que realmente agita os bastidores, além disso, é o efeito cascata dessa decisão para o futuro da cidade. Victor Hugo pontuou que o ex-prefeito não pagará a fatura sozinho. Desse modo, a atual prefeita, Maysa Cunha, herda uma verdadeira “bomba-relógio” administrativa. Afinal, quando um tribunal rejeita contas desse vulto, o município perde sua certidão de regularidade e trava o recebimento de novos recursos.
Ou seja, Maysa terá de equilibrar o caixa enquanto tenta desvencilhar sua imagem de uma gestão que não provou onde aplicou o dinheiro público. Se a prefeitura precisar devolver valores ou arcar com multas, o impacto atingirá diretamente os investimentos em saúde e educação.
O silêncio estratégico e o tabuleiro político
Enquanto os vereadores assistiam ao anúncio com o semblante de quem prevê um ano eleitoral turbulento, Naçoitan Leite optou pela estratégia do silêncio. A equipe do Transmissão Política buscou o ex-gestor para que ele apresentasse sua versão, porém não obteve resposta até o fechamento desta coluna.