Vilmar Mariano e Einstein Paniago são investigados pela PF, revela CNN
A Polícia Federal investiga o ex-prefeito Vilmar Mariano e o ex-secretário da Fazenda Einstein Paniago por causa da aplicação de R$ 40 milhões do AparecidaPrev no Banco Master. O Banco Central liquidou a instituição financeira posteriormente.
A informação foi divulgada pela jornalista Larissa Rodrigues, na manhã deste domingo (22), na CNN Brasil.
Segundo a reportagem, fontes da PF afirmam que Einstein Paniago criou uma relação de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, Paniago teria tentado aplicar mais R$ 30 milhões no banco nos últimos dias do mandato de Vilmar Mariano.
Aplicação ocorreu em meio à crise política
A gestão realizou a aplicação de R$ 40 milhões em junho de 2024. Naquele mesmo período, o União Brasil negou legenda para Vilmar disputar a reeleição.
Logo depois, Vilmar declarou apoio ao candidato do PL, deputado federal Professor Alcides. Além disso, promoveu a demissão de mais de mil servidores. A oposição afirmou que a medida teve objetivo eleitoral.
Posteriormente, a Justiça condenou Vilmar em primeira instância. Atualmente, ele está inelegível. No entanto, tenta viabilizar candidatura a deputado estadual pelo PSDB do ex-governador Marconi Perillo.
Conselho não aprovou aplicação
O Conselho Municipal de Previdência não aprovou a aplicação no Banco Master. O colegiado apontou preocupação com a nota de risco da instituição.
Mesmo assim, a gestão autorizou o investimento. Por isso, a nova direção do AparecidaPrev, já em 2025, encaminhou um dossiê ao Ministério Público de Goiás, ao Ministério da Previdência Social e ao Tribunal de Contas dos Municípios.
Segundo a documentação enviada, a gestão anterior teria atuado de forma favorável ao Banco Master.
Defesa e operação da PF
De acordo com a reportagem da CNN, Einstein Paniago negou relação de amizade com Daniel Vorcaro. Já Vilmar Mariano não retornou às ligações da imprensa. Um parente atendeu o telefone e informou que o ex-prefeito estaria viajando.
Enquanto isso, a Polícia Federal realizou operações com prisões no Rio de Janeiro e no Amapá. As investigações continuam em andamento.