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    Dólar cai para R$ 5,16 após Trump indicar possível fim da guerra

    Moeda americana recua 1,52% e bolsa brasileira sobe após fala do presidente dos EUA sobre possível encerramento do conflito no Oriente Médio

    O dólar cai para R$ 5,16 e provoca reação imediata no mercado financeiro nesta segunda-feira (9). A moeda americana encerrou o dia vendida a R$ 5,165, com queda de R$ 0,079 (-1,52%), após um pregão marcado por forte volatilidade. Ao mesmo tempo, o Ibovespa registrou recuperação e voltou a se aproximar dos 181 mil pontos, refletindo o alívio no cenário internacional.

    Logo no início do dia, o dólar chegou a abrir cotado a R$ 5,28, influenciado pela tensão provocada pelo conflito no Oriente Médio. No entanto, ao longo da tarde, investidores começaram a vender dólares para realizar lucros. Como resultado, a moeda passou a recuar gradualmente.

    Além disso, o movimento ganhou força depois que o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à rede CBS que acredita que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”. Segundo ele, o conflito estaria avançando mais rápido do que o prazo inicial de quatro a cinco semanas previsto pelos estrategistas militares.

    Por que o dólar cai para R$ 5,16 após fala de Trump

    A declaração de Trump reduziu a percepção de risco global e trouxe alívio imediato para os mercados. Com isso, o dólar cai para R$ 5,16 e atinge o menor nível desde 27 de fevereiro, data anterior ao início dos bombardeios ao Irã.

    A sinalização de que o conflito pode terminar antes do esperado fez investidores reduzir posições defensivas em moeda americana. Dessa forma, parte do capital voltou a circular em mercados emergentes, incluindo o Brasil.

    Além disso, no acumulado de 2026, a moeda norte-americana já registra queda de 5,89% frente ao real, movimento que reflete mudanças no cenário internacional e fluxos de capital.

    Ibovespa sobe após dólar cair para R$ 5,16

    Com o alívio nas tensões geopolíticas, o mercado de ações brasileiro também reagiu positivamente. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão aos 180.915 pontos, com alta de 0,86%.

    Durante grande parte do dia, o indicador avançava de forma moderada, próximo de 0,2%. Entretanto, após a declaração de Trump, o mercado ganhou impulso e consolidou um movimento de recuperação mais forte.

    Analistas avaliam que a expectativa de redução do conflito no Oriente Médio diminui a aversão ao risco global. Como consequência, investidores voltam a direcionar recursos para ativos de maior risco, como ações.

    Petróleo recua após dólar cair para R$ 5,16 e tensão diminuir

    O mercado de petróleo também apresentou forte oscilação ao longo do dia. Durante a madrugada, o barril do petróleo Brent chegou a atingir US$ 119,50, impulsionado pela escalada das tensões na região.

    Entretanto, ao longo do dia, os preços começaram a desacelerar. Inicialmente, o movimento foi influenciado por medidas adotadas por países do G7, que anunciaram apoio ao setor energético para reduzir impactos no abastecimento global.

    Além disso, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o país pode enviar fragatas militares para proteger navios que atravessem o Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte de petróleo.

    Depois da entrevista de Trump, o petróleo acelerou a queda. O Brent passou rapidamente de cerca de US$ 97 para aproximadamente US$ 88 o barril.

    Euro também recua com fortalecimento do real

    O movimento de valorização da moeda brasileira também atingiu outras divisas internacionais. O euro comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,99, ficando abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde fevereiro do ano passado.

    Especialistas apontam que o comportamento do câmbio e das bolsas continuará dependente do cenário geopolítico e das próximas sinalizações sobre o conflito no Oriente Médio.

    Por enquanto, o mercado reage com otimismo à possibilidade de redução das tensões. Dessa forma, o dólar cai para R$ 5,16 e reforça o movimento de alívio observado nos mercados globais.

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