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    Tereza Cristina entra no cálculo de Flávio para conter avanço de Caiado no agro

    A movimentação do entorno de Flávio Bolsonaro para atrair a senadora Tereza Cristina como possível vice não passa apenas pela montagem de uma chapa. Nos bastidores, a avaliação é outra. A ex-ministra pode ajudar o senador a reduzir espaços de Ronaldo Caiado no agronegócio, setor em que o governador goiano construiu influência política, discurso alinhado e relação antiga com produtores rurais.

    Além disso, o nome de Tereza Cristina atende a outra necessidade do PL. A senadora pode suavizar a imagem de Flávio em faixas do eleitorado onde ele enfrenta mais resistência, especialmente entre mulheres e setores moderados. Essa estratégia já circulava no partido desde o fim de 2025. Naquele momento, a cúpula da legenda passou a defender uma vice mulher e com perfil menos ideológico para ampliar o alcance da candidatura.

    No caso de Tereza Cristina, o peso político vai além do simbolismo feminino. Ela reúne credenciais no agro, vem de um estado fortemente ligado ao setor e ainda aparece como ponte possível com partidos do centro e da centro-direita. Ao mesmo tempo, Flávio intensificou agendas voltadas ao agronegócio. Assim, tenta consolidar apoio em um terreno onde Caiado também se move com força e naturalidade.

    Ainda assim, aliados de Flávio admitem que a senadora não demonstra entusiasmo total com a vaga. Por isso, o tabuleiro segue aberto. No pano de fundo, a disputa é dupla. De um lado, há a tentativa de ampliar o apelo eleitoral da chapa. De outro, existe o esforço para evitar que Caiado monopolize um setor estratégico da direita na pré-campanha presidencial.

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