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    PF faz operação contra desvio de dinheiro público em Goiás

    A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Sepse 2. A ação visa desarticular um esquema de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro que operava no estado. Ao todo, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão, sendo 13 em Goiânia e um em Anápolis. Nesse sentido, as buscas ocorrem em endereços ligados a gestores e empresas suspeitas.

    Fraudes em contratos
    As investigações apontam que o desvio de recursos ocorria por meio da quarteirização de serviços em uma organização social (OS). De acordo com a PF, os gestores da entidade atuavam em conluio com empresários para fraudar contratos públicos. Além disso, o esquema utilizava o superfaturamento de serviços para garantir o enriquecimento ilícito do grupo. Consequentemente, parte desse valor retornava como propina aos administradores da organização.

    Lavagem de dinheiro
    Para além dos desvios diretos, o Gaeco identificou movimentações financeiras complexas, típicas de lavagem de capitais. O objetivo dessas transações era ocultar a origem ilícita do dinheiro retirado dos cofres públicos. Portanto, com o material apreendido hoje, os investigadores pretendem mapear o caminho real do dinheiro. A meta é confirmar se houve a participação de outros agentes políticos no esquema.

    Bastidores e desdobramentos
    Apesar de ser uma ação isolada hoje, a Operação Sepse 2 é um desdobramento de apurações anteriores sobre a saúde pública. No cenário político local, a ofensiva aumenta a pressão sobre o modelo de gestão por organizações sociais. Dessa forma, a expectativa agora gira em torno da análise dos documentos apreendidos. Afinal, os dados colhidos em Goiânia e Anápolis podem dar início a novas fases da investigação.

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