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    Prefeitura de Goiânia diz que recuperou capacidade financeira e prevê R$ 1 bilhão em investimentos

    Segundo a Secretaria Municipal da Fazenda, capital saiu de déficit superior a R$ 389 milhões e alcançou superávit orçamentário acima de R$ 583 milhões em 2025

    A Prefeitura de Goiânia informou que recuperou a capacidade financeira do município após um processo de reorganização fiscal, modernização administrativa e controle de gastos ao longo de 2025. Segundo a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), a capital saiu de um déficit superior a R$ 389 milhões e, além disso, alcançou superávit orçamentário acima de R$ 583 milhões.

    De acordo com a gestão municipal, uma das principais mudanças foi a elevação da nota da Capacidade de Pagamento (Capag) junto ao Tesouro Nacional. Com isso, Goiânia passou da nota C para A, o que melhora o acesso do município a operações de crédito com garantia da União. Na prática, isso pode facilitar financiamentos com juros menores e, consequentemente, ampliar a capacidade de execução de projetos estruturantes.

    “A conquista da nota máxima recolocou Goiânia no mais alto nível de capacidade de pagamento e ampliou o acesso a operações de crédito nacionais e internacionais com garantia da União”, afirmou o secretário municipal da Fazenda, Oldair Marinho.

    Controle de gastos

    Oldair afirma que a prefeitura adotou medidas para reorganizar a gestão pública, controlar despesas e qualificar os gastos. Segundo ele, a recuperação fiscal ocorreu após revisão de contratos, análise de licitações e acompanhamento mais rigoroso das despesas administrativas.

    Entre as medidas citadas pela Sefaz está a criação do Comitê de Controle de Gastos (CCG). O grupo passou a avaliar despesas públicas, contratações e contratos administrativos. Além disso, a prefeitura diz que revisou contratos herdados da administração anterior para corrigir distorções e adequar valores aos preços praticados no mercado.

    Conforme a secretaria, as despesas totais do município tiveram redução superior a 6% em relação ao mesmo período de 2024. Já as despesas correntes caíram 5,94%. Dessa forma, a gestão avalia que esse movimento aumentou a previsibilidade orçamentária e deu mais segurança para a execução das despesas públicas.

    Arrecadação própria

    Mesmo com redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e oscilações do ICMS, a prefeitura afirma que conseguiu fortalecer a arrecadação própria. Para isso, a gestão ampliou ações de fiscalização, cruzamento de dados e uso de inteligência artificial no combate à sonegação fiscal.

    “Ampliamos os mecanismos de auditoria e inteligência tributária, além de melhorar os sistemas de emissão de notas fiscais”, disse Oldair Marinho.

    Segundo o secretário, a arrecadação própria passou a ter desempenho superior às transferências financeiras que não dependem diretamente da gestão municipal. Por isso, para a Sefaz, esse resultado ajudou Goiânia a reduzir a dependência de repasses externos.

    Investimentos previstos

    A proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 também aparece como parte da estratégia fiscal da prefeitura. O texto enviado à Câmara Municipal prevê orçamento de aproximadamente R$ 11,4 bilhões para 2027.

    Desse total, cerca de R$ 1 bilhão deve ser destinado a investimentos em áreas consideradas estratégicas. Entre as prioridades estão Saúde, Educação, Infraestrutura, Mobilidade Urbana, Inovação Tecnológica, Digitalização de Processos, Zeladoria Urbana e qualificação da máquina pública.

    Segundo a prefeitura, a meta é ampliar investimentos sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. Além disso, a gestão afirma que a reorganização financeira deve aumentar a capacidade de execução de obras e fortalecer os serviços prestados à população.

    Mapa 360 Goiânia

    Outro ponto destacado pela Sefaz foi o lançamento do Mapa 360 Goiânia. A plataforma reúne dados georreferenciados da capital e, ao mesmo tempo, deve funcionar de forma integrada entre as secretarias municipais.

    A ferramenta usa imagens aéreas de alta resolução e atualização da base cartográfica da cidade, incluindo áreas urbanas e rurais. Com isso, a prefeitura pretende melhorar o planejamento urbano, a revisão do Plano Diretor, o controle do uso do solo e a execução de obras públicas.

    De acordo com a gestão, o sistema também deve ajudar áreas como mobilidade urbana, iluminação pública, coleta de lixo, saúde, educação, segurança pública e defesa civil. Além disso, a plataforma permitirá monitorar áreas de preservação ambiental, recursos hídricos e regiões sujeitas a alagamentos.

    Para a Secretaria da Fazenda, os resultados de 2025 marcam uma nova fase da administração municipal. Dessa forma, a gestão diz que pretende manter o foco em responsabilidade fiscal, eficiência administrativa, planejamento e ampliação dos investimentos em Goiânia.

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