O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de soltura da advogada e influenciadora Deolane Bezerra. A defesa tentava reverter a prisão no Supremo, mas o ministro rejeitou o pedido.
Deolane foi presa na quinta-feira (21), durante a Operação Vérnix. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo a Agência Brasil.
Na decisão, Dino afirmou que o STF não deve analisar o caso neste momento. Segundo ele, a prisão partiu da primeira instância. Por isso, a defesa precisa usar os recursos cabíveis antes de acionar o Supremo.
Além disso, o ministro disse que não viu ilegalidade evidente na prisão. Com isso, ele também descartou conceder habeas corpus de ofício. Portanto, Deolane segue presa.
A influenciadora estava em uma mansão em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo, quando a polícia cumpriu o mandado. De acordo com as investigações, ela teria recebido valores de uma transportadora criada pelo PCC.
A empresa fica em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Para os investigadores, o grupo usava a transportadora em um esquema de lavagem de dinheiro da facção.
Na sexta-feira (22), Deolane deixou a Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista. Depois disso, o sistema prisional levou a influenciadora para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.
Essa não é a primeira prisão de Deolane. Em setembro de 2024, ela foi detida no Recife durante a Operação Integration. Na época, a investigação apurava lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
Deolane ganhou projeção nacional após a morte do funkeiro MC Kevin, em 2021. Desde então, ampliou sua presença nas redes sociais e passou a acumular milhões de seguidores.