Brasil tenta acordo com EUA para evitar tarifa de 25%
Governo brasileiro avalia que uma negociação comercial seria melhor para os dois países, mas vê dificuldades para reverter outra taxação de até 12,5%.
O governo brasileiro tenta convencer os Estados Unidos a negociar um acordo comercial antes de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos do Brasil.
A cobrança ainda depende de decisão da Casa Branca. No entanto, o tema já preocupa o Planalto e mobiliza a equipe econômica.
Segundo o governo, um acordo pode atender melhor aos dois países. Além disso, o Brasil argumenta que os Estados Unidos mantêm superávit na relação comercial bilateral.
Brasil aposta em negociação
O governo brasileiro afirma que ainda existe espaço para diálogo. Por isso, tenta mostrar que a tarifa pode prejudicar empresas dos dois lados.
Outro ponto usado na negociação envolve a tarifa média sobre produtos norte-americanos. De acordo com o Brasil, essa taxa fica em 2,7%.
Na avaliação brasileira, esse número enfraquece a acusação de barreiras excessivas ao mercado nacional.
Pix entra na mira dos EUA
A investigação dos Estados Unidos usa a Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O relatório cita supostas práticas comerciais desleais do Brasil.
Entre os pontos levantados, aparece o Pix. Para o governo brasileiro, a crítica ao sistema de pagamentos tenta favorecer empresas privadas dos Estados Unidos.
Apesar disso, o Planalto não quer discutir o Pix na negociação. A posição do governo é tratar apenas de temas comerciais e tarifários.
Prazo vai até julho
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos marcou prazo até 15 de julho para um possível entendimento.
Antes disso, o Brasil trabalhava com a expectativa de um acordo em até 30 dias após a reunião entre Lula e Donald Trump, em Washington.
Esse prazo termina neste domingo (7). Mesmo assim, o governo ainda tenta manter a negociação aberta.
Outra tarifa preocupa o governo
Além da tarifa de 25%, o Brasil também acompanha outra cobrança discutida pelos Estados Unidos.
Essa medida pode chegar a 10% ou 12,5% e atingir cerca de 60 países. O argumento usado por Washington envolve combate insuficiente ao trabalho análogo à escravidão.
Nesse caso, o governo brasileiro vê menos espaço para negociação. A avaliação é que a medida tem alcance global e faz parte de uma estratégia mais ampla dos Estados Unidos.