Crise nacional entre PL e Novo ameaça alianças da direita e põe em risco palanques no Centro-Oeste
Declarações de Romeu Zema sobre Flávio Bolsonaro geram forte reação da ala bolsonarista; nos bastidores regionais, lideranças temem que embate nacional atropele acordos estaduais para 2026.
As críticas do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) abriram uma crise interna profunda. Como consequência, o desentendimento ameaça as alianças regionais da direita para 2026, especialmente no Centro-Oeste. O conflito começou quando Zema questionou publicamente a proximidade entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro. O empresário enfrenta investigações fiscais no antigo Banco Master. Por isso, a declaração gerou forte reação no clã bolsonarista, que agora defende o rompimento total com o Novo.
O impacto no Centro-Oeste
A ala ideológica do Partido Liberal reagiu imediatamente. O deputado Eduardo Bolsonaro criticou duramente a postura de Zema e sugeriu a quebra de pontes. Portanto, o clima azedou no Centro-Oeste, onde as siglas costuravam chapas conjuntas para o Senado e governos estaduais. Atualmente, as lideranças partidárias regionais admitem nos bastidores o medo de sofrer as consequências desse embate nacional.
Blindagem dos palanques regionais
Com o objetivo de salvar as alianças locais, o diretório do Novo de Santa Catarina desconvidou Zema de um evento oficial. Essa decisão buscou blindar os palanques regionais e evitar novos ataques. Afinal, estados do Sul e do Centro-Oeste possuem forte apelo eleitoral conservador e são cruciais para os planos dos partidos.
Apesar de o ex-governador mineiro tentar amenizar o tom recentemente, o estrago nas costuras estaduais já aconteceu. Desse modo, operadores políticos alertam que o Novo precisará rever suas composições às pressas caso o PL decida manter o isolamento da legenda.