• Internacional

    Petróleo cai ao menor nível desde o início da guerra no Irã

    Mercado reage ao acordo provisório e à expectativa de retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz

    petroleo guiana e venezuela

    Os preços do petróleo voltaram a recuar nesta quinta-feira (18) e atingiram o menor patamar desde o início da guerra no Irã. A queda ocorreu após sinais de redução das tensões entre Teerã e Washington.

    O preço do petróleo também reagiu à possibilidade de reabertura gradual do Estreito de Ormuz. A rota concentra parte importante do transporte mundial de petróleo e gás.

    Queda

    O barril do Brent, referência internacional, chegou a ser negociado próximo de US$ 78. Enquanto isso, o West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, caiu para menos de US$ 75.

    As duas referências acumulam perdas diante da expectativa de aumento da oferta. Além disso, o mercado reduziu as projeções de uma crise imediata de abastecimento.

    Ormuz

    O acordo provisório estabelece um período de 60 dias para novas negociações entre Estados Unidos e Irã. Durante esse intervalo, Teerã deverá permitir a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz sem cobrança de taxas.

    Além disso, o documento prevê a retomada da capacidade total do tráfego marítimo em até 30 dias. Com isso, a circulação de navios petroleiros poderá avançar gradualmente.

    A possível normalização diminuiu a pressão sobre o preço do petróleo. Afinal, a retomada do fluxo poderá colocar mais barris no mercado internacional.

    Pendências

    Apesar do avanço, o entendimento ainda não resolveu temas considerados mais delicados. Entre eles estão o programa nuclear iraniano, a retirada das sanções econômicas e o financiamento da reconstrução do país.

    Portanto, o mercado ainda acompanha o cumprimento dos compromissos assumidos. Uma eventual quebra do acordo poderá voltar a pressionar as cotações.

    Retomada

    Analistas avaliam que a recuperação do fluxo não ocorrerá imediatamente. Primeiro, os navios precisam retomar as rotas, enquanto refinarias e países importadores recompõem os estoques utilizados durante o conflito.

    O Goldman Sachs estima que as exportações dos países do Golfo poderão retornar aos níveis anteriores à guerra até o fim de julho. Por outro lado, a recuperação completa da produção regional poderá levar até outubro.

    Assim, o preço do petróleo pode continuar recuando, mas sem uma queda brusca. A tendência dependerá do ritmo de reabertura de Ormuz e do avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã.

    Noticias relacionadas