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    Colômbia vai às urnas para escolher presidente em disputa entre esquerda e direita pró-Trump

    Segundo turno coloca frente a frente Iván Cepeda, aliado de Gustavo Petro, e Abelardo de la Espriella, advogado de direita apoiado por Donald Trump

    A Colômbia vai às urnas neste domingo (21) para escolher o presidente que comandará o país entre 2026 e 2030. A disputa em segundo turno reúne dois projetos políticos opostos. De um lado, está Iván Cepeda, senador de esquerda e aliado do atual presidente Gustavo Petro. Do outro, aparece Abelardo de la Espriella, advogado de direita que recebeu apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Mais de 41 milhões de colombianos estão aptos a votar. No país, porém, o voto não é obrigatório. As urnas abriram às 8h no horário local, 10h em Brasília. Além disso, a expectativa é que os primeiros resultados sejam conhecidos ainda neste domingo.

    Segundo turno

    No primeiro turno, realizado em 31 de maio, De la Espriella terminou na frente, com 43,7% dos votos. Cepeda ficou em segundo lugar, com 40,9%. Como nenhum candidato alcançou a maioria necessária, a eleição foi para o segundo turno.

    A diferença entre os dois foi de cerca de 673 mil votos. Por isso, a disputa deste domingo também deve medir a força do governo Petro e o avanço da direita na América do Sul.

    Projetos opostos

    Iván Cepeda defende a continuidade de políticas sociais do atual governo. Além disso, ele apoia a agenda de “Paz Total”, que busca negociar com grupos armados. O senador também tem trajetória ligada à defesa dos direitos humanos.

    Seu pai, o ex-senador Manuel Cepeda Vargas, foi assassinado em 1994. Na época, a Colômbia enfrentava um período marcado pela violência política. Por isso, o tema da pacificação aparece como uma das marcas da campanha de Cepeda.

    Já Abelardo de la Espriella se apresenta como outsider. Advogado e empresário, ele nunca ocupou cargo eletivo. Mesmo assim, ganhou força com um discurso duro na segurança pública e com críticas ao governo Petro.

    Segurança no centro

    A segurança pública virou o principal tema da eleição. A Colômbia ainda convive com a atuação de grupos armados, narcotráfico, extorsões e disputas territoriais. Apesar do acordo de paz firmado com as Farc em 2016, a violência segue como um dos maiores desafios do país.

    Cepeda aposta na continuidade das negociações e em programas sociais para reduzir a violência. Por outro lado, De la Espriella defende uma ofensiva militar mais dura. Além disso, ele promete encerrar conversas com organizações armadas que não aceitarem se entregar.

    Peso regional

    O resultado também terá impacto fora da Colômbia. Se Cepeda vencer, o país deve manter uma linha mais próxima de governos progressistas da região, como Brasil e México. Já uma vitória de De la Espriella pode aproximar Bogotá da Casa Branca e fortalecer o campo conservador na América do Sul.

    A eleição ocorre em um momento de forte polarização política. Ao mesmo tempo, o próximo presidente terá que lidar com um Congresso dividido, dívida pública elevada e pressão por respostas rápidas na segurança e na economia.

    O vencedor tomará posse em agosto e sucederá Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia. Pela Constituição colombiana, Petro não pode disputar reeleição imediata.

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