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    Decisão sobre mais etanol na gasolina fica para depois

    Governo adia nova análise da proposta que eleva a mistura para 32%, enquanto setor vê avanço para a produção nacional e para o consumidor

    gasolina

    O governo federal adiou novamente a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que analisaria a ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%.

    Com isso, uma das principais pautas do setor de biocombustíveis segue em espera. Mesmo assim, representantes da cadeia produtiva defendem que a mudança pode trazer ganhos econômicos, ambientais e estratégicos para o Brasil.

    O governo havia marcado a reunião para esta quarta-feira (24/6), mas alterou a agenda e ainda não definiu uma nova data para a análise da proposta. Enquanto isso, o setor produtivo tenta reforçar os efeitos positivos da medida.

    André Rocha, presidente executivo do Sifaeg

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    Para André Rocha, presidente executivo do Sifaeg, a ampliação da mistura para 32% representa um avanço estratégico. Segundo ele, a medida fortalece uma cadeia produtiva consolidada há mais de 50 anos e reduz a dependência de combustíveis fósseis importados.
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    “A ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% representa um avanço estratégico para o Brasil. É uma medida que fortalece uma cadeia produtiva consolidada há mais de 50 anos, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados e gera impactos positivos para a balança comercial brasileira.”

    Além disso, Rocha avalia que o aumento da participação do etanol reforça a segurança energética do país. Na avaliação dele, o Brasil substitui parte das importações por um combustível produzido internamente e, por isso, ganha mais proteção contra oscilações externas.

    Menos emissões

    Outro ponto destacado pelo presidente do Sifaeg envolve o impacto ambiental da medida. De acordo com Rocha, a presença maior do etanol na gasolina contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e fortalece a transição para uma economia de baixo carbono.

    “Além disso, o aumento da participação do etanol fortalece a segurança energética do país, contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e reforça o compromisso do Brasil com uma economia de baixo carbono.”

    Ao mesmo tempo, ele afirma que a política pode impulsionar investimentos, gerar empregos e interiorizar o desenvolvimento econômico. Dessa forma, centenas de municípios produtores também podem sentir os efeitos do fortalecimento da cadeia do etanol.

    Preço e qualidade

    Na avaliação do presidente do Sifaeg, a mudança também pode trazer reflexos positivos para o consumidor. Isso ocorre porque o etanol, hoje mais competitivo que a gasolina, passaria a ter uma presença maior na composição final do combustível vendido nos postos.

    “Estamos ampliando a participação de um combustível mais competitivo dentro de outro que possui custo mais elevado. Hoje, o etanol é mais barato que a gasolina, o que cria uma relação de ganho para toda a sociedade.”

    Por fim, Rocha diz que o etanol melhora a qualidade da gasolina, aumenta a octanagem e favorece uma queima mais limpa. Portanto, ele vê a adoção do E32 como um cenário de “ganha-ganha”, já que a medida fortalece a produção nacional, reduz emissões, melhora o combustível e pode contribuir para preços mais competitivos ao consumidor.

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