Possíveis candidatos ao governo de Minas Gerais em 2026 começam a se destacar
Cleitinho, Mateus Simões, Alexandre Kalil, Jarbas Soares Júnior, Gabriel Azevedo e Ben Mendes estão entre os nomes cotados para a disputa estadual
A eleição para o governo de Minas Gerais em 2026 começa a ganhar forma. Até agora, partidos e lideranças políticas trabalham com nomes como Cleitinho Azevedo, Mateus Simões, Alexandre Kalil, Jarbas Soares Júnior, Gabriel Azevedo e Ben Mendes para a disputa pelo Palácio Tiradentes.
No entanto, o cenário ainda depende das convenções partidárias. Os partidos confirmam oficialmente as candidaturas apenas no período definido pela Justiça Eleitoral. Até lá, alianças, chapas e eventuais desistências ainda podem alterar a disputa.
Além disso, Minas Gerais tem peso nacional. O estado reúne o segundo maior colégio eleitoral do país e costuma influenciar diretamente a eleição presidencial. Por isso, a montagem dos palanques no estado deve movimentar partidos de direita, centro e esquerda.
Cleitinho Azevedo
Cleitinho Azevedo, senador por Minas Gerais, aparece entre os principais nomes da corrida estadual. Filiado ao Republicanos, ele mantém forte presença nas redes sociais e dialoga com setores da direita.
Apesar disso, Cleitinho ainda trata a candidatura com cautela. A decisão do senador deve influenciar diretamente a formação das alianças no campo conservador.
Além disso, o PL acompanha os movimentos do Republicanos em Minas. Caso Cleitinho confirme a candidatura, ele pode concentrar parte importante do eleitorado bolsonarista no estado.
Mateus Simões
Mateus Simões, atual governador de Minas Gerais, trabalha para disputar a reeleição pelo PSD. Ele representa o grupo político ligado a Romeu Zema e deve defender a continuidade da gestão estadual.
Por isso, a pré-campanha de Simões tende a destacar pautas administrativas, reformas e projetos de infraestrutura. O governador também busca ampliar sua presença fora da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Ainda assim, Simões precisa consolidar alianças. A escolha do vice e a relação com partidos de direita devem pesar na construção da chapa.
Alexandre Kalil
Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, também aparece como possível candidato ao governo mineiro. Filiado ao PDT, ele já disputou o Palácio Tiradentes em 2022 e tenta manter espaço no campo de oposição.
No entanto, Kalil ainda enfrenta indefinições políticas. O ex-prefeito busca se apresentar como alternativa ao grupo governista, mas depende de articulações com partidos de centro e esquerda.
Além disso, o posicionamento do PT em Minas pode influenciar o futuro da candidatura. O partido ainda avalia se apoia um nome de outra legenda ou se lança candidatura própria.
Jarbas Soares Júnior
Jarbas Soares Júnior ganhou força dentro do PSB após a saída de Rodrigo Pacheco da disputa. Ex-procurador-geral de Justiça, ele passou a ocupar o espaço do partido na corrida estadual.
Pacheco descartou disputar o governo de Minas e indicou que pretende encerrar sua trajetória política. Com isso, o PSB reorganizou sua estratégia no estado.
Agora, Jarbas tenta se apresentar como uma alternativa de centro-esquerda. No entanto, sua pré-candidatura ainda precisa ganhar visibilidade fora do meio político e jurídico.
Gabriel Azevedo
Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, também aparece entre os nomes cotados para 2026. Filiado ao MDB, ele tenta construir uma candidatura com perfil de centro.
Além disso, Gabriel busca espaço em um cenário no qual partidos aliados ao governo Lula ainda não definiram uma estratégia única em Minas Gerais.
Mesmo assim, sua viabilidade depende de acordos partidários. O MDB, o PT e outras legendas ainda devem negociar o tamanho de cada palanque no estado.
Ben Mendes
Ben Mendes, do Partido Missão, também se apresenta como pré-candidato ao governo de Minas Gerais. A possível candidatura busca fortalecer a presença da legenda no estado.
No entanto, Ben Mendes enfrenta desafios comuns a partidos menores. Ele precisa ampliar estrutura, tempo de exposição e presença nos municípios mineiros.
Ainda assim, a entrada de novos nomes pode fragmentar a disputa e influenciar a composição de alianças no primeiro turno.
Pesquisas eleitorais
As pesquisas divulgadas até agora mostram Cleitinho em posição de destaque nos principais cenários. Em levantamentos recentes, o senador aparece à frente de adversários como Alexandre Kalil, Mateus Simões e outros nomes cotados.
Entretanto, o cenário ainda pode mudar. A saída de Rodrigo Pacheco da disputa abriu espaço para uma reorganização no campo de centro e centro-esquerda.
Com isso, nomes como Jarbas Soares Júnior, Gabriel Azevedo e Alexandre Kalil podem disputar o apoio de partidos que ainda não bateram o martelo sobre a eleição estadual.
Disputa nacional
A eleição em Minas Gerais também deve ter impacto na corrida presidencial de 2026. O estado costuma funcionar como termômetro político para o país e atrai atenção dos principais grupos nacionais.
Para a direita, Minas pode servir como palanque estratégico. Para o governo Lula, o desafio será construir uma candidatura competitiva em um cenário ainda fragmentado.
Portanto, a disputa mineira deve ganhar mais força nos próximos meses. As convenções partidárias vão definir se a eleição ficará concentrada entre poucos nomes ou se terá uma disputa mais aberta no primeiro turno.