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    Líbano e Israel retomam negociações em Roma

    Encontro mediado pelos Estados Unidos discute a retirada israelense e a entrada das forças de segurança libanesas no sul do país

    As negociações entre Líbano e Israel recomeçaram nesta terça-feira (14), em Roma. As delegações discutem como aplicar o acordo firmado em 26 de junho, com mediação dos Estados Unidos.

    O encontro ocorre na Embaixada norte-americana na capital italiana e deve continuar até quarta-feira (15). Além disso, esta é a primeira reunião entre as partes desde a assinatura do marco diplomático em Washington.

    As conversas buscam definir como ocorrerão a retirada gradual das tropas israelenses e a entrada das forças de segurança do Líbano nas áreas desocupadas.

    Acordo

    O plano prevê que Israel retire gradualmente suas tropas do sul do Líbano. Em seguida, as Forças Armadas libanesas assumiriam o controle dos locais e impediriam a presença de armamentos do Hezbollah.

    Inicialmente, os países devem aplicar o acordo em duas áreas-piloto. Dessa forma, os envolvidos poderão avaliar os resultados antes de ampliar o modelo para outras regiões.

    Israel afirma que precisa de garantias contra novos ataques antes de deixar completamente o território. No entanto, o governo libanês defende uma retirada mais rápida.

    Além disso, o Líbano rejeita a manutenção de uma zona de segurança israelense dentro do país. Assim, a ordem das medidas aparece como um dos principais pontos de divergência.

    Obstáculos

    O Hezbollah não participa diretamente das negociações entre Líbano e Israel. O grupo também rejeita as condições previstas no acordo.

    Contudo, o Hezbollah mantém influência política e militar no território libanês. Por isso, a tentativa de impedir a presença de armamentos do grupo aumenta a dificuldade para executar o plano.

    O presidente do Líbano, Joseph Aoun, pediu que Israel inicie imediatamente a retirada das áreas-piloto. Segundo ele, o Exército libanês está preparado para ampliar sua presença no sul do país.

    Por outro lado, Israel condiciona novos recuos à comprovação de que as forças libanesas conseguem impedir o retorno da estrutura militar do Hezbollah.

    Portanto, a fiscalização das medidas deverá ocupar parte importante das conversas em Roma.

    Próximos passos

    Agora, as delegações precisam definir mapas, prazos e mecanismos de fiscalização. Além disso, os Estados Unidos deverão coordenar a comunicação entre os militares dos dois países.

    Embora o acordo represente uma abertura diplomática, Líbano e Israel ainda demonstram desconfiança. Por isso, o resultado da reunião indicará se o plano poderá avançar para a fase de execução.

    Caso as partes alcancem um entendimento, as primeiras medidas deverão começar pelas duas áreas-piloto. Depois disso, os países poderão discutir a retirada israelense de outras regiões.

    Assim, um avanço nas negociações entre Líbano e Israel poderá reduzir uma das fontes de instabilidade no Oriente Médio.

    Além do impacto regional, um acordo também poderá diminuir as pressões sobre os mercados de energia e o comércio internacional.

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