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    Crédito do FGTS para Santas Casas é prorrogado até 2030

    Projeto inclui Santas Casas e entidades que atendem pessoas com deficiência; texto segue para sanção presidencial

    O plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (15), o projeto que prorroga até 2030 o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço em operações de crédito para hospitais filantrópicos e Santas Casas de Misericórdia.

    A Câmara dos Deputados já havia aprovado o Projeto de Lei 2.465/2026. Agora, a Presidência da República analisará o texto.

    O crédito do FGTS para hospitais filantrópicos também poderá beneficiar instituições sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência e prestam serviços complementares ao Sistema Único de Saúde.

    Juros menores

    A legislação permitiu esse tipo de financiamento com juros reduzidos até 2022.

    Inicialmente, o governo autorizou a linha por meio de uma medida provisória publicada em 2018. Posteriormente, o Congresso transformou o texto em lei federal.

    Segundo o governo, o fundo financiou cerca de R$ 3 bilhões para 140 entidades hospitalares filantrópicas durante o período de funcionamento da linha.

    Ao todo, as instituições contrataram 134 operações de crédito sem destinação específica. Além disso, realizaram outras 122 operações voltadas à reestruturação financeira.

    Com a prorrogação, hospitais e Santas Casas poderão buscar novamente recursos para reorganizar dívidas e manter os atendimentos.

    Redução de encargos

    A retomada da linha também poderá reduzir os custos financeiros das instituições.

    De acordo com as informações apresentadas, os encargos poderão cair de aproximadamente 18% ao ano para cerca de 12% ao ano.

    Dessa forma, as entidades poderão substituir dívidas mais caras por operações com condições mais favoráveis.

    Ao mesmo tempo, a medida pretende aliviar o endividamento do setor filantrópico e preservar os serviços oferecidos à população.

    Além disso, instituições que atendem pessoas com deficiência poderão acessar a linha, desde que atuem de forma complementar ao SUS.

    Mudança na lei

    O deputado federal Paulo Pimenta, do PT do Rio Grande do Sul, apresentou a proposta.

    O projeto altera a Lei 8.036, de 1990, que regulamenta o FGTS.

    Na semana anterior, a Câmara dos Deputados aprovou a matéria. Em seguida, o Senado analisou e confirmou o texto.

    Como os senadores não fizeram alterações, a proposta não retornará à Câmara. Portanto, a próxima etapa será a sanção ou o veto da Presidência da República.

    Atendimento essencial

    Relator do projeto no Senado, Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, destacou a importância das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos para a saúde pública.

    Segundo o senador, essas instituições representam a principal ou até a única estrutura hospitalar disponível em vários municípios.

    No entanto, muitas unidades enfrentam dívidas elevadas e dificuldades para manter o funcionamento.

    Por isso, o parlamentar avaliou que a ampliação do financiamento poderá evitar o agravamento da situação financeira do setor.

    “É evidente a relevância social, econômica e institucional da proposição, cuja pronta aprovação evitará o agravamento do quadro de endividamento do setor filantrópico de saúde”, afirmou.

    Além disso, Trad disse que a medida contribuirá para manter a assistência prestada a milhões de brasileiros.

    Com a aprovação do Congresso, o crédito do FGTS para hospitais filantrópicos poderá continuar disponível até 2030. Entretanto, a medida ainda depende da decisão da Presidência da República.

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