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    Possíveis candidatos ao governo da Bahia em 2026 começam a se destacar

    ACM Neto e Jerônimo Rodrigues devem repetir disputa de 2022, enquanto Ronaldo Mansur tenta ocupar espaço à esquerda

    A disputa pelo governo da Bahia em 2026 começa a ganhar contornos mais definidos. Até agora, ACM Neto, Jerônimo Rodrigues e Ronaldo Mansur aparecem como os principais nomes colocados para concorrer ao Palácio de Ondina.

    No entanto, as candidaturas ainda dependem das convenções partidárias. Até lá, os partidos poderão ajustar chapas, negociar apoios e reorganizar seus palanques.

    Além disso, a Bahia terá peso importante na eleição nacional. O estado é o maior colégio eleitoral do Nordeste e deverá ocupar posição central na disputa presidencial.

    De um lado, o PT tentará preservar sua força histórica no estado. Do outro, a oposição buscará interromper um ciclo de quase duas décadas de governos petistas.

    ACM Neto

    ACM Neto, do União Brasil, aparece como o principal nome da oposição ao governo baiano.

    Ex-prefeito de Salvador por dois mandatos, ele disputou o governo da Bahia em 2022. Na ocasião, perdeu para Jerônimo Rodrigues no segundo turno.

    Agora, Neto tenta construir uma frente mais ampla contra o PT.

    A articulação reúne partidos de centro-direita e direita, com apoio de União Brasil, PP, PSDB, PL, Republicanos e Podemos.

    Além disso, a chapa oposicionista já apresenta nomes para os principais espaços.

    O ex-prefeito de Jequié Zé Cocá foi indicado para a vice. Enquanto isso, João Roma e Angelo Coronel aparecem como nomes para o Senado dentro do grupo.

    ACM Neto também recebeu o apoio de José Carlos Aleluia, do Novo.

    Aleluia chegou a ser cotado para disputar o governo. Entretanto, retirou a pré-candidatura e declarou apoio ao ex-prefeito de Salvador.

    Jerônimo Rodrigues

    Jerônimo Rodrigues, do PT, deve disputar a reeleição.

    Atual governador da Bahia, ele representa a continuidade do grupo político que comanda o estado desde 2007.

    A campanha deverá se apoiar na força do presidente Lula e na presença de dois nomes históricos do PT baiano: Jaques Wagner e Rui Costa.

    Os dois aparecem na articulação da chapa governista para o Senado. Dessa forma, o grupo busca reforçar o palanque petista no estado.

    Mesmo com a estrutura do governo, Jerônimo enfrenta uma disputa considerada difícil.

    A segurança pública deverá aparecer entre os principais temas da eleição, já que a área está entre as maiores preocupações dos baianos.

    Por outro lado, o governador aposta na capilaridade do PT no interior, na presença de Lula e na defesa dos programas estaduais e federais.

    Assim, Jerônimo tentará repetir a vitória conquistada em 2022.

    Ronaldo Mansur

    Ronaldo Mansur, presidente do PSOL na Bahia, também aparece como pré-candidato ao governo estadual.

    Ele representa uma candidatura de esquerda fora do bloco principal liderado pelo PT.

    A pré-candidatura deverá buscar espaço entre eleitores ligados a movimentos sociais, servidores, juventude e setores mais críticos ao modelo político tradicional do estado.

    No entanto, Mansur enfrenta o desafio de crescer em uma disputa marcada pela polarização entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues.

    Ainda assim, sua presença poderá ampliar o debate no primeiro turno e pressionar os principais candidatos em pautas sociais.

    Pesquisas eleitorais

    As pesquisas divulgadas até agora mostram vantagem de ACM Neto sobre Jerônimo Rodrigues.

    No levantamento do Paraná Pesquisas divulgado em 1º de julho, ACM Neto apareceu com 49,2% das intenções de voto no cenário estimulado.

    Jerônimo Rodrigues registrou 37,5%, enquanto Ronaldo Mansur marcou 1,9%.

    O instituto ouviu 1.500 eleitores em 64 municípios da Bahia entre os dias 27 e 30 de junho.

    A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

    Além disso, o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-04848/2026.

    Apesar da vantagem de ACM Neto, o cenário ainda poderá mudar.

    O peso de Lula na Bahia, a força das máquinas municipais e a definição dos palanques nacionais deverão influenciar o comportamento do eleitorado.

    Peso nacional

    A eleição baiana também deverá funcionar como uma vitrine nacional.

    Para o PT, manter o governo da Bahia significa preservar seu principal reduto eleitoral no Nordeste.

    Por outro lado, uma vitória da oposição teria peso simbólico e político.

    Além de encerrar um longo ciclo de governos petistas, o resultado fortaleceria o palanque de centro-direita em uma região estratégica para a eleição presidencial.

    Por isso, a disputa pelo Palácio de Ondina tende a se concentrar em dois projetos principais.

    De um lado, Jerônimo tentará manter o PT no comando da Bahia. Do outro, ACM Neto buscará consolidar uma frente ampla de oposição.

    Enquanto isso, Ronaldo Mansur tentará ocupar um espaço próprio pela esquerda no primeiro turno.

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