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    PT lança Haddad ao governo de SP com chapa ampla

    Convenção confirma Márcio França como vice e Marina Silva e Simone Tebet ao Senado; aliança reúne sete partidos e terá apoio de Lula.

    A candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo recebeu a aprovação do PT neste sábado (25). A convenção estadual ocorreu em Campinas e reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

    Além disso, o encontro confirmou Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador. Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), por sua vez, disputarão as duas vagas paulistas no Senado.

    A aliança reúne PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSOL e Rede. Agora, os partidos precisarão apresentar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral.

    Chapa definida após negociações

    A composição encerra meses de negociações entre o PT e seus aliados. Inicialmente, Haddad resistiu à candidatura e avaliou permanecer na coordenação do programa eleitoral de Lula.

    Márcio França também aparecia entre os possíveis candidatos ao Senado. Contudo, as siglas decidiram indicá-lo para a vice-governadoria e abrir espaço para duas candidaturas femininas à Casa.

    Durante a convenção, Haddad apresentou a chapa como uma alternativa ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que poderá disputar a reeleição. Além disso, direcionou críticas às privatizações, à segurança pública e à condução da economia estadual.

    A direção do PT também aprovou candidaturas à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa de São Paulo. Entretanto, a lista completa ainda passará pelos procedimentos de registro eleitoral.

    Interior entra na estratégia

    O PT realizou em Campinas sua primeira convenção estadual fora da Região Metropolitana para uma disputa majoritária. Dessa forma, o partido pretende ampliar sua presença no interior paulista.

    Historicamente, o PT encontra maior resistência eleitoral nessas regiões. Por isso, a campanha deverá priorizar agendas com prefeitos, lideranças locais, trabalhadores da indústria e representantes do agronegócio.

    A escolha de Campinas também possui peso econômico. Afinal, a região concentra universidades, empresas de tecnologia, indústrias e importantes cadeias de exportação.

    Além disso, o estado reúne o maior eleitorado do país. Consequentemente, o desempenho paulista poderá influenciar tanto a disputa estadual quanto a campanha presidencial.

    Lula reforça campanha estadual

    Lula participou do lançamento e elogiou os integrantes da chapa. O presidente também relacionou a eleição paulista ao projeto nacional de sua coligação.

    Para o PT, uma campanha competitiva no estado poderá fortalecer a tentativa de reeleição presidencial. Assim, Lula deverá participar de eventos ao lado de Haddad durante a campanha.

    Geraldo Alckmin também ocupa posição importante nessa estratégia. O vice-presidente governou São Paulo entre 2001 e 2006 e, posteriormente, de 2011 a 2018.

    Além disso, Alckmin mantém interlocução com empresários, prefeitos e setores do centro político. Portanto, o PT espera que sua participação ajude a ampliar a candidatura além do eleitorado tradicional da esquerda.

    Campanha terá temas nacionais

    A coligação pretende levar para a disputa estadual assuntos que também estarão no debate presidencial. Entre eles aparecem indústria, emprego, segurança pública, privatizações e tarifas comerciais dos Estados Unidos.

    Haddad deixou o Ministério da Fazenda para participar das eleições. Antes disso, comandou o Ministério da Educação, governou a capital paulista e disputou a Presidência em 2018.

    Agora, o ex-ministro tentará retornar ao Palácio dos Bandeirantes depois da derrota para Tarcísio em 2022. Contudo, o cenário eleitoral dependerá das alianças e das demais candidaturas confirmadas até agosto.

    Do outro lado, Tarcísio busca preservar sua base de centro-direita e o apoio de setores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A convenção do Republicanos ainda definirá formalmente a chapa governista.

    Próximas etapas

    A aprovação na convenção representa a escolha partidária, mas não conclui o processo. Os partidos terão até 15 de agosto para solicitar os registros das candidaturas.

    Em seguida, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo analisará a documentação e eventuais contestações. A propaganda eleitoral geral poderá começar em 16 de agosto.

    O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro. Caso nenhum candidato ao governo alcance mais da metade dos votos válidos, São Paulo realizará o segundo turno em 25 de outubro.

    Com a chapa definida, Haddad inicia a organização da campanha e a negociação de palanques regionais. Enquanto isso, os demais partidos avançam nas convenções que definirão o quadro completo da disputa paulista.

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