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    Jóquei Clube vai recorrer após Justiça manter decreto de utilidade pública da sede

    A entidade afirma que a desapropriação ainda não foi concluída, já que o valor da indenização segue em discussão em uma segunda ação judicial

    O Jóquei Clube de Goiás vai recorrer da decisão que manteve o decreto de utilidade pública da sede da entidade.

    O imóvel fica no centro de Goiânia.

    A juíza Jussara Cristina Oliveira Louza negou o pedido do clube para anular o Decreto Municipal nº 2.807/2025.

    Ela atua na 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos.

    Decreto continua válido

    Com a decisão, o decreto da Prefeitura de Goiânia permanece válido.

    Assim, o Município pode continuar o processo de desapropriação do imóvel.

    No entanto, o procedimento ainda depende das etapas previstas em lei.

    Após a sentença, a presidente do Jóquei Clube de Goiás, Nívea de Paula, comentou o andamento do caso.

    Segundo ela, a decisão não conclui o processo de desapropriação.

    Além disso, a ação tratava apenas da validade do decreto municipal.

    A gestão anterior da entidade apresentou esse pedido à Justiça.

    “A autoridade judicial decidiu pela validade jurídica do decreto, mas essa decisão foi referente a uma ação anterior, de anulação desse decreto da prefeitura, iniciada pela gestão anterior”, explicou.

    Indenização segue em discussão

    A presidente afirma que a prefeitura precisa depositar o valor da indenização para efetivar a desapropriação.

    Segundo ela, a legislação exige esse pagamento.

    Por isso, a Prefeitura de Goiânia ingressou com uma segunda ação para discutir o montante.

    “Discordamos do critério utilizado pela prefeitura, que divulgou o valor final da indenização a partir de um montante no qual há um cálculo de depreciação de R$ 26 milhões”, afirmou.

    Nívea reforçou que, na avaliação do clube, ainda não existe uma definição sobre a sede.

    Portanto, a discussão continua enquanto a Justiça analisa o valor da indenização.

    “O que existe é uma decisão favorável quanto à legalidade do decreto. A segunda ação proposta pela Prefeitura de Goiânia, aquela de determinação do valor da indenização, continua a correr, e enquanto não houver uma solução definitiva esse processo da desapropriação não estará concluído”, disse.

    Clube prepara recurso

    Nívea também informou que o Jóquei Clube recorrerá da decisão.

    Para isso, a entidade prepara uma apelação ao Tribunal de Justiça de Goiás.

    Segundo a presidente, o recurso apontará possíveis erros na formalização do decreto.

    Além disso, a defesa questionará a ausência de instrução antes da decisão.

    “Quanto ao decreto da prefeitura, estamos preparando um recurso de apelação junto ao Tribunal de Justiça de Goiás, no qual argumentamos a existência de erros de formalização. Além disso, a decisão da juíza ocorreu sem instrução. Vamos levantar todos esses aspectos no recurso que estamos elaborando”, enfatiza ela.

    Entenda o caso

    A desapropriação envolve a posse da sede do Jóquei Clube de Goiás.

    O imóvel fica na Avenida Anhanguera, no Setor Central de Goiânia.

    A atual diretoria assumiu a gestão em janeiro deste ano.

    Além disso, o grupo herdou débitos de IPTU relacionados à sede e ao Hipódromo da Lagoinha.

    No centro do impasse está a divergência entre o clube e a Prefeitura de Goiânia.

    As partes discutem o valor da indenização pelo imóvel, estimada em cerca de R$ 26 milhões.

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