Adesivo eleitoral pode afetar seguro do carro? Entenda quando indenização pode ser negada
FenSeg alerta que mudança no uso do veículo durante a campanha eleitoral deve ser comunicada à seguradora; adesivo, sozinho, não cancela automaticamente a cobertura
Motoristas que pretendem colocar adesivo eleitoral no carro ou usar o veículo em atividades das eleições de 2026 precisam ficar atentos às regras do seguro.
A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) alerta que mudanças relevantes no perfil de utilização do automóvel podem aumentar o risco previsto na apólice.
Por isso, o motorista deve comunicar essas alterações à seguradora.
Uso durante a campanha
O alerta vale principalmente quando o carro passa a participar de carreatas, eventos, transporte de materiais ou deslocamento de equipes de campanha.
Segundo a FenSeg, essas situações podem aumentar a exposição a acidentes, vandalismo e grandes aglomerações.
Além disso, dependendo do contrato e das circunstâncias do sinistro, a falta de comunicação pode provocar problemas no pagamento da indenização.
No entanto, colocar um adesivo eleitoral não significa automaticamente perder o seguro.
A Lei nº 15.040/2024 determina que o segurado informe à empresa quando houver um agravamento relevante do risco.
Além disso, após um sinistro, a seguradora só poderá recusar a indenização se comprovar relação entre esse agravamento e a ocorrência.
Orientação ao motorista
Por isso, antes de mudar a utilização do automóvel durante a campanha, a recomendação é consultar a apólice.
O motorista também deve procurar a seguradora ou o corretor para esclarecer as condições da cobertura.
Dependendo da análise, poderá ser necessário alterar formalmente as condições do contrato.
Dessa forma, a apólice poderá se adequar ao novo perfil de risco do veículo.