Marconi nega irregularidades e diz que convite da CPI decorre de atuação como conselheiro
Nota afirma que ex-governador não participou de decisões financeiras do clube e questiona proximidade da apuração com o período eleitoral
O candidato ao Governo de Goiás Marconi Perillo (PSDB) afirmou, em nota divulgada por sua assessoria, que o convite da CPI do Jockey Club decorre de sua atuação como conselheiro.
A comissão funciona na Câmara Municipal de São Paulo. O requerimento para ouvi-lo foi aprovado nesta terça-feira (11).
Segundo a nota, Marconi nunca exerceu atribuições executivas, administrativas ou financeiras no Jockey Club.
Além disso, a assessoria afirma que ele não participou de decisões relacionadas a débitos tributários, questões imobiliárias ou outros assuntos investigados pela comissão.
A CPI apura possíveis irregularidades fiscais e imobiliárias envolvendo o clube.
Momento do convite
Na manifestação, Marconi afirma que não existe indício que o vincule às supostas irregularidades investigadas.
Além disso, a assessoria demonstrou preocupação com a atenção dada pela comissão a pessoas públicas durante o período eleitoral.
O convite da CPI do Jockey Club, segundo a manifestação, também gera preocupação por ocorrer durante a campanha eleitoral.
“Causa preocupação, contudo, que uma comissão em atividade desde 2025, ainda sem conclusões, volte agora sua atenção a pessoas públicas justamente às vésperas das eleições”, afirma trecho da nota enviada pela assessoria.
A manifestação acrescenta que o período eleitoral exige cautela.
Segundo a avaliação de Marconi, os trabalhos da CPI não devem provocar constrangimentos políticos ou repercussões sobre a disputa eleitoral.
Sobre o convite da CPI do Jockey Club, a assessoria informou que Marconi vai alinhar a questão com a direção da comissão.
Segundo a nota, isso ocorrerá em momento oportuno.
Por fim, o convite da CPI não representa acusação formal ou comprovação de irregularidades contra o candidato.