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    Irã é levado ao Conselho de Segurança da ONU pela primeira vez em 20 anos em meio à escalada com os EUA

    Resolução sobre obrigações nucleares amplia pressão sobre Teerã em meio à nova escalada com os Estados Unidos

    O Irã no Conselho de Segurança da ONU volta ao centro da diplomacia internacional após uma decisão tomada nesta quarta-feira (9) pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

    O conselho de governadores da agência decidiu encaminhar o país ao órgão das Nações Unidas por descumprimento de obrigações relacionadas à não proliferação nuclear.

    É a primeira vez em 20 anos que a AIEA toma essa medida contra Teerã.

    Além disso, a decisão ocorre enquanto o confronto entre Irã e Estados Unidos volta a ganhar intensidade.

    Irã no Conselho de Segurança da ONU

    A resolução recebeu 23 votos favoráveis entre os 35 integrantes do conselho da AIEA.

    Rússia, China e Níger votaram contra.

    Já oito países se abstiveram, enquanto um integrante não participou da votação.

    Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha apresentaram a proposta.

    Assim, o caso segue agora para o principal órgão das Nações Unidas responsável pelas questões de segurança internacional.

    Vestígios de urânio

    A decisão está relacionada a uma investigação sobre vestígios de urânio encontrados por inspetores.

    Segundo o texto, os materiais estavam em locais que o Irã não havia declarado anteriormente.

    Em junho de 2025, a AIEA já havia considerado que Teerã não cumpria integralmente suas obrigações de não proliferação.

    Agora, porém, o encaminhamento amplia a pressão diplomática sobre o governo iraniano.

    Países ocidentais suspeitam que os vestígios possam ter relação com atividades de um antigo programa nuclear militar.

    Por outro lado, o governo iraniano nega buscar uma arma nuclear.

    Teerã afirma que seu programa nuclear tem objetivos exclusivamente pacíficos.

    Fiscalização enfrenta dificuldades

    Além da investigação, a AIEA enfrenta dificuldades para fiscalizar algumas instalações nucleares iranianas.

    Os locais foram atingidos durante ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos em 2025.

    Desde então, os inspetores não tiveram acesso a todas as instalações afetadas.

    Dessa forma, a fiscalização do programa nuclear também integra o cenário de tensão envolvendo o país.

    Conselho pode discutir medidas

    O Irã no Conselho de Segurança da ONU poderá enfrentar novas discussões sobre possíveis medidas internacionais.

    Entre as possibilidades citadas estão sanções e congelamento de ativos.

    No entanto, uma eventual punição enfrenta obstáculos dentro do próprio conselho.

    Rússia e China, aliadas de Teerã, possuem poder de veto como membros permanentes.

    Por isso, medidas mais duras podem enfrentar resistência.

    Escalada com os Estados Unidos

    Ao mesmo tempo, a decisão da AIEA ocorre durante uma nova escalada militar entre Estados Unidos e Irã.

    Nesta semana, forças americanas atingiram cinco petroleiros iranianos.

    Em resposta, Teerã realizou ataques contra alvos americanos na Jordânia, segundo informações divulgadas pela Associated Press.

    Assim, a crise avança em duas frentes.

    Enquanto os dois países trocam ataques, a questão nuclear iraniana volta ao centro das discussões diplomáticas.

    Com o Irã no Conselho de Segurança da ONU, o programa nuclear de Teerã passa novamente a ocupar espaço no principal órgão de segurança das Nações Unidas.

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