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    Caso Master: entenda como ministros do STF aparecem nos desdobramentos

    Moraes, Mendonça, Toffoli e Nunes Marques são citados em situações distintas, sem que menções representem acusação ou comprovação de irregularidade

    Os ministros do STF no caso Master aparecem em documentos, decisões judiciais e informações obtidas durante as investigações sobre o Banco Master. Entretanto, cada integrante da Corte surge em uma situação diferente.

    A presença de nomes em mensagens, relações profissionais ou processos não significa, por si só, prática de irregularidade. Por isso, as circunstâncias envolvendo cada ministro precisam ser analisadas separadamente.

    Ministros do STF no caso Master

    Os desdobramentos das investigações passaram a alcançar discussões internas do Supremo Tribunal Federal.

    Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques aparecem em diferentes capítulos. Além disso, outros ministros atuaram em decisões relacionadas aos processos.

    Entretanto, os motivos das menções não são os mesmos.

    Alexandre de Moraes

    Alexandre de Moraes passou ao centro da crise após a divulgação de informações obtidas no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

    Segundo informações divulgadas pela imprensa com base em relatório da Polícia Federal, mensagens atribuídas a Vorcaro indicam contatos com Moraes.

    Além disso, documentos analisados pela PF apontaram que o ministro fez alterações em uma minuta do contrato entre o Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, sua mulher.

    O escritório afirmou que consultou Moraes para avaliar possíveis impedimentos antes da assinatura. Também declarou que prestou efetivamente os serviços contratados.

    Além disso, sustentou que o ministro nunca julgou processo envolvendo o Banco Master.

    Até esta quinta-feira (10), o STF ainda não havia autorizado investigação formal contra Moraes por esses fatos.

    Enquanto isso, o presidente da Corte, Edson Fachin, convocou sessão extraordinária para 15 de setembro.

    André Mendonça

    André Mendonça aparece em uma situação diferente entre os ministros do STF no caso Master.

    O ministro relata atualmente as principais investigações relacionadas ao banco no Supremo. Ao longo de 2026, autorizou medidas da Operação Compliance Zero.

    Mendonça também confirmou que recebeu Daniel Vorcaro para uma conversa em março de 2025.

    Segundo o ministro, o encontro ocorreu uma única vez e tratou de uma questão jurídica envolvendo precatórios.

    Posteriormente, Mendonça afirmou que votou contra o interesse apresentado pelo empresário.

    Além disso, Alexandre de Moraes pediu a Fachin providências para apurar a atuação de Mendonça nos casos Master e INSS.

    Fachin abriu prazo para manifestações. No entanto, ressaltou que a medida não significava julgamento antecipado sobre as alegações.

    Dias Toffoli

    Dias Toffoli foi o primeiro relator do caso Master no Supremo.

    Posteriormente, as investigações passaram para André Mendonça.

    Informações obtidas durante as apurações apontaram negócios envolvendo uma empresa da família de Toffoli e fundos relacionados ao universo financeiro investigado.

    Além disso, o ministro confirmou participação societária na Maridt, empresa ligada ao resort Tayayá.

    Depois da mudança de relatoria, Toffoli declarou suspeição por motivo de foro íntimo para participar de julgamentos relacionados ao caso Master.

    O próprio STF registrou essa decisão em julgamentos posteriores da Segunda Turma.

    Entretanto, a declaração de suspeição não representa, por si só, reconhecimento de crime ou irregularidade.

    Kassio Nunes Marques

    Kassio Nunes Marques também aparece em reportagens relacionadas aos desdobramentos do caso.

    Nesse caso, porém, a situação envolve principalmente seu filho, o advogado Kevin de Carvalho Marques.

    Segundo a Folha de S.Paulo, Kevin recebeu R$ 281,6 mil de uma consultoria que havia prestado serviços ao Banco Master.

    Além disso, antes de Toffoli assumir a relatoria, a defesa de Daniel Vorcaro pediu que Nunes Marques conduzisse o processo.

    A defesa alegou conexão com outra operação já relatada pelo ministro.

    No entanto, o pedido não significa vínculo pessoal de Nunes Marques com as irregularidades investigadas.

    Fachin, Dino e outros ministros

    Outros integrantes do Supremo também aparecem nos capítulos recentes porque participaram de julgamentos ou tomaram decisões nos processos.

    Edson Fachin, por exemplo, passou a coordenar a resposta institucional à crise como presidente do STF.

    Além disso, Fachin suspendeu decisões conflitantes relacionadas à chefia da Polícia Federal.

    Flávio Dino também atuou em um dos processos ao analisar o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

    Já Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques participaram de julgamentos da Segunda Turma sobre prisões e outras medidas da Operação Compliance Zero.

    Situações são diferentes

    Assim, os ministros do STF no caso Master não podem ser colocados no mesmo nível de envolvimento.

    Há ministros mencionados em mensagens ou relações profissionais. Outros aparecem por causa de familiares ou de encontros.

    Ao mesmo tempo, alguns nomes surgem apenas porque os magistrados exerceram funções judiciais nos processos.

    Por isso, as informações divulgadas exigem cautela.

    Menção em relatório, encontro, relação profissional ou participação em julgamento não equivale a denúncia, culpa ou condenação.

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