Corrida presidencial nesta quinta: pesquisas, agendas e os principais fatos do dia
A corrida pela Presidência ganhou novos números nesta quinta-feira (10). Duas pesquisas mostraram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) reduziu a distância e ampliou a pressão na reta final da campanha.
Além disso, o debate sobre a crise no Supremo Tribunal Federal entrou de vez na disputa. Enquanto Lula falou sobre mudanças no Judiciário, adversários aproveitaram os episódios envolvendo a Corte para reforçar críticas durante a campanha.
Atlas mostra avanço de Flávio
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg colocou Lula com 43% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio Bolsonaro chegou a 37,4%, contra 34% na rodada anterior.
Augusto Cury (Avante) aparece com 6,6%, enquanto Renan Santos (Missão) registra 6,5%. Depois, vêm Romeu Zema (Novo), com 2,1%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 1,1%.
No segundo turno, porém, o cenário fica ainda mais apertado. Flávio aparece com 46,4%, enquanto Lula registra 46,2%, resultado que representa empate técnico pela margem de erro.
Além disso, Atlas mostrou Lula e Caiado com exatamente 45,7% cada em um eventual segundo turno. Contra Zema, Lula tem 46%, enquanto o candidato do Novo registra 46,2%.
O AtlasIntel ouviu 5 mil eleitores entre 4 e 9 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual, com 95% de confiança. O levantamento tem registro BR-01452/2026 no TSE.
PoderData aponta empate técnico
Outro levantamento divulgado nesta quinta reforçou o cenário de equilíbrio. No PoderData/Aya, Lula aparece com 38%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36%.
Como a margem de erro é de 1,8 ponto percentual, os dois estão tecnicamente empatados. Além disso, essa é a menor distância entre Lula e Flávio registrada pelo levantamento desde maio.
Augusto Cury aparece em terceiro lugar, com 10%. Renan Santos tem 3%, enquanto Ronaldo Caiado registra 2% e Romeu Zema aparece com 1%.
No segundo turno, o PoderData mostra Flávio com 47% contra 45% de Lula. Já Cury aparece com 44% diante de 43% do atual presidente.
O PoderData entrevistou 3 mil eleitores em 623 municípios, entre os dias 6 e 9 de setembro. A margem é de 1,8 ponto, com 95% de confiança. O registro no TSE é BR-04914/2026.
STF entra no centro da campanha
Além das pesquisas, a crise no Supremo também ganhou espaço na corrida presidencial. Em entrevista ao SBT, Lula defendeu a discussão sobre mandatos para ministros da Corte.
O presidente também afirmou que eventuais irregularidades envolvendo ministros precisam ser investigadas. Segundo Lula, quem tiver cometido ilegalidades deverá responder conforme a lei.
Enquanto isso, Augusto Cury afirmou que poderia apoiar Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra Lula. No entanto, condicionou essa possibilidade a explicações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
Flávio, por sua vez, concentrou a agenda desta quinta em Roraima. O candidato programou motocarreata e comício em Boa Vista, ampliando sua campanha na Região Norte.
Renan Santos participou de encontro com representantes empresariais em São Paulo. Já Romeu Zema cumpriu compromissos no Ceará, incluindo visitas a Juazeiro do Norte, Crato e Fortaleza.
Caiado interrompe agenda
Ronaldo Caiado precisou interromper os compromissos desta quinta-feira. O candidato do PSD foi internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após diagnóstico de faringite aguda.
Segundo o boletim médico, Caiado recebeu medicação intravenosa para acelerar a recuperação. Por causa do quadro, a campanha cancelou os compromissos previstos para esta quinta.
Nova pesquisa chega nesta sexta
Agora, as atenções se voltam para a nova rodada do Datafolha. O instituto divulgará nesta sexta-feira (11) outra pesquisa nacional sobre a disputa pela Presidência.
Na rodada anterior, Lula registrou 38% e Flávio Bolsonaro, 33%. Cury apareceu com 8%, seguido por Caiado, com 4%, Renan, com 3%, e Zema, com 2%.
Portanto, o levantamento desta sexta deverá mostrar se o avanço de Flávio registrado por outros institutos representa uma tendência. Também permitirá medir se Lula mantém vantagem no primeiro turno diante de uma disputa cada vez mais apertada.