Nos 25 anos do 11 de Setembro, Trump defende guerra contra o Irã
Presidente participou de cerimônia no Pentágono e afirmou que Teerã não terá uma arma nuclear; homenagens também ocorreram em Nova York e na Pensilvânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou a cerimônia pelos 25 anos dos atentados de 11 de Setembro para defender a guerra contra o Irã. O evento ocorreu nesta sexta-feira (11), no Pentágono, nos arredores de Washington.
Durante o discurso, Trump associou a reação americana aos ataques de 2001 aos conflitos enfrentados atualmente pelo país. “É por isso que lutamos hoje. Não temos escolha. A única opção é a vitória”, declarou.
Além disso, o presidente homenageou os militares envolvidos na ofensiva contra Teerã. Segundo ele, as forças americanas trabalham para impedir que a República Islâmica do Irã tenha uma arma nuclear.
O governo iraniano, por outro lado, sustenta que seu programa nuclear tem objetivos pacíficos.
Defesa da ofensiva
Trump classificou o Irã como o principal patrocinador estatal do terrorismo no mundo. Em seguida, afirmou que o país “nunca, jamais” terá acesso a um armamento nuclear.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também defendeu a guerra durante a cerimônia. Ele afirmou que os Estados Unidos enfraqueceram as estruturas militares iranianas nos últimos seis meses.
No entanto, as declarações representam a versão do governo americano sobre os resultados da ofensiva. O conflito continua, enquanto Washington amplia as sanções econômicas contra Teerã.
A guerra também pressiona o mercado internacional de energia. Nesta semana, ataques envolvendo navios americanos e iranianos aumentaram a tensão no Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.
Como consequência, o barril do petróleo Brent ultrapassou US$ 100 pela primeira vez desde julho. Além disso, analistas alertam que o confronto pode se prolongar além das eleições legislativas americanas de novembro.
Homenagens às vítimas
Antes dos discursos no Pentágono, autoridades leram os nomes das 184 pessoas que morreram no ataque ao prédio. Trump e a primeira-dama, Melania Trump, acompanharam a homenagem.
Os atentados de 11 de setembro de 2001 mataram 2.977 pessoas em Nova York, no Pentágono e na Pensilvânia. Integrantes da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais naquela manhã.
Enquanto Trump participava do ato em Washington, o vice-presidente JD Vance representava o governo no Marco Zero, em Nova York.
Os ex-presidentes George W. Bush, Bill Clinton, Barack Obama e Joe Biden também compareceram à cerimônia. Familiares fizeram a tradicional leitura dos nomes das vítimas.
Pela primeira vez, o ato teve um sétimo momento de silêncio. A homenagem lembrou as pessoas que morreram posteriormente por doenças relacionadas à poeira tóxica liberada durante o desabamento das Torres Gêmeas.
Outra cerimônia ocorreu em Shanksville, na Pensilvânia. O local marca a queda do voo 93, derrubado depois que passageiros reagiram aos sequestradores.
Os ataques de 2001 deram início à chamada Guerra ao Terror. Agora, 25 anos depois, o discurso de Trump voltou a relacionar a memória daquele dia a uma nova intervenção militar americana no Oriente Médio.