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    Termina a greve dos servidores administrativos na Rede Municipal de Educação de Goiânia

    Categoria aprova proposta com reestruturação da carreira até 2030 e retorno integral às unidades começa nesta quarta-feira

    O fim da greve na Educação de Goiânia foi aprovado nesta terça-feira (15) pelos servidores administrativos da Rede Municipal de Educação. A decisão ocorreu durante assembleia extraordinária no auditório da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

    Com isso, a partir desta quarta-feira (16), todas as unidades educacionais devem voltar a contar com 100% do quadro administrativo.

    Assim, a Rede Municipal retoma integralmente o atendimento às crianças, estudantes e famílias.

    Categoria aceita proposta da Prefeitura

    Durante as negociações, a Prefeitura apresentou uma proposta de reestruturação da carreira dos servidores administrativos da Educação.

    O plano prevê mudanças progressivas até 2030. Além disso, considera a capacidade financeira do município e os limites da responsabilidade fiscal.

    Um dos principais pontos envolve a tabela de vencimentos. Nesse caso, a reestruturação ocorrerá de forma progressiva.

    Em 2026, o modelo prevê espaçamento de 7,42% entre os níveis e de 1,2% entre as referências da carreira.

    Dessa forma, o ganho médio acumulado previsto para 2026 chega a 7,99%.

    Ganho pode chegar a 19,18%

    A proposta estabelece evolução gradual nos anos seguintes.

    Em 2027, por exemplo, o ganho médio acumulado previsto chega a 10,70%. Já em 2028, passa para 13,45%.

    Depois disso, o percentual alcança 16,29% em 2029. Por fim, chega a 19,18% em 2030.

    Ano Ganho médio acumulado
    2026 7,99%
    2027 10,70%
    2028 13,45%
    2029 16,29%
    2030 19,18%

    Além disso, esses percentuais não incluem os reajustes anuais da data-base nem as progressões funcionais.

    Portanto, os valores previstos na reestruturação não substituem esses outros mecanismos.

    Proposta inclui bonificações

    A Prefeitura também incluiu outros pontos na proposta aceita pela categoria.

    Entre eles está o pagamento de bonificação extraordinária referente ao auxílio-locomoção do mês de julho.

    Além disso, o município manteve integralmente a bonificação de final de ano.

    Ao mesmo tempo, a proposta estabelece condições relacionadas aos dias de paralisação.

    Assim, o fim da greve na Educação de Goiânia ocorreu após a categoria analisar o conjunto de medidas apresentado durante as negociações.

    Mabel citou responsabilidade fiscal

    Durante as tratativas, o prefeito Sandro Mabel afirmou que o município não poderia assumir compromissos que colocassem em risco o equilíbrio das contas públicas.

    Além disso, ele destacou os limites impostos pela responsabilidade fiscal.

    Na assembleia desta terça-feira, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) apresentou aos servidores os termos da proposta.

    Depois da apresentação, a categoria analisou as condições. Em seguida, decidiu encerrar a paralisação.

    Rede retoma atendimento integral

    Durante a greve, a Secretaria Municipal de Educação adotou medidas administrativas e judiciais para reduzir os impactos do movimento.

    Ao mesmo tempo, a pasta buscou preservar o atendimento nas unidades educacionais.

    Agora, com o fim da greve na Educação de Goiânia, a SME concentra os esforços na retomada integral das atividades.

    Dessa forma, a Secretaria trabalha para normalizar o atendimento em toda a Rede Municipal de Educação a partir desta quarta-feira.

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