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    Em reunião com empresários, Caiado defendeu PEC para limitar gastos obrigatórios do Executivo a 50% do crescimento do PIB

    Candidato também defendeu corte de 25% nas despesas discricionárias, reforma administrativa e redução dos juros durante encontro com empresários

    Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, nesta quarta-feira (16), uma PEC para limitar gastos do Executivo durante reunião com empresários em São Paulo.

    Segundo a proposta apresentada por ele, os gastos e despesas do Poder Executivo ficariam limitados a 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

    Além disso, Caiado propôs cortar 25% das despesas discricionárias dos três Poderes da República.

    Limite de gastos

    Durante o encontro, o candidato também defendeu uma reforma administrativa que, segundo ele, eliminaria gastos considerados evitáveis.

    Ao mesmo tempo, Caiado cobrou maior rigor no combate à corrupção dentro da máquina pública.

    Segundo o candidato, mais de R$ 600 bilhões teriam sido desviados dos cofres públicos em 2025. A afirmação foi apresentada por Caiado durante o evento.

    “Com essa postura, você resgata o país e devolve a esperança para o brasileiro”, afirmou.

    Além disso, ele tratou da redução da taxa de juros. Também relacionou essa medida à recuperação do poder de compra da população.

    Reforma administrativa

    A PEC para limitar gastos do Executivo integra um conjunto de propostas econômicas apresentadas por Caiado aos empresários.

    Nesse contexto, o candidato também defendeu uma reforma administrativa que classificou como “criteriosa”.

    Segundo ele, a medida permitiria reduzir despesas e eliminar gastos evitáveis.

    Dessa forma, Caiado relacionou o controle das contas públicas à tentativa de reduzir os juros.

    Além disso, afirmou que as medidas poderiam contribuir para recuperar o poder de compra dos brasileiros.

    Crise no STF

    O encontro também abordou a sessão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

    Para Caiado, a situação dentro da Corte gera insegurança jurídica.

    “Quando o Supremo vai voltar a botar na pauta assuntos que a vida de milhões de brasileiros dependem”, questionou.

    Além disso, o candidato criticou a condução da sessão pelo presidente do STF, Edson Fachin.

    Segundo Caiado, Fachin deveria ter rejeitado imediatamente as questões de ordem apresentadas por outros ministros.

    Em seguida, na avaliação dele, o plenário deveria ter avançado diretamente para a análise do mérito.

    “Toda e qualquer questão de ordem deveria ter sido excluída imediatamente, rejeitada. A pauta era para decidir se haveria ali abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou.

    Discurso eleitoral

    Caiado também relacionou a crise institucional às eleições de 4 de outubro.

    Segundo o candidato, o próximo presidente precisará ter condições de reaproximar os Poderes.

    “Para ser presidente da República hoje, o candidato não tem direito de pedir nem a presunção de inocência. Ele tem que estar acima de qualquer suspeita, tem que ter mãos limpas para poder governar o país”, disse.

    Depois, acrescentou: “Não se governa uma nação sem autoridade moral. Esse é o risco da democracia neste momento”.

    Por fim, Caiado criticou Lula e Flávio Bolsonaro, adversários na corrida presidencial.

    Segundo ele, os dois estão envolvidos em investigações judiciais. Na avaliação do candidato, essa situação afeta a capacidade de articulação entre os Poderes.

    “Os que estão aí, eles têm autoridade moral para poder aglutinar os poderes e voltar a governabilidade do país? Vocês sabem que não. O Lula pelo passado e presente dele. O Flávio por também estar sendo investigado”, declarou.

    Assim, além da PEC para limitar gastos do Executivo, Caiado usou o encontro para apresentar propostas econômicas e comentar o cenário institucional e eleitoral do país.

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