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    Kassab elogia Caiado e libera PSD para apoios no segundo turno

    Presidente nacional do partido diz que Brasil “perdeu uma oportunidade” ao não eleger governador de Goiás e dá autonomia a diretórios e lideranças para definir posição na próxima etapa da eleição

    O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, divulgou neste domingo (4) uma manifestação em defesa da candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República e anunciou liberdade para que lideranças do partido definam seus apoios no segundo turno.

    A decisão ocorre após a confirmação de que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputarão a Presidência no dia 25 de outubro. Caiado terminou o primeiro turno fora das duas primeiras posições e afirmou que conversaria com Kassab antes de anunciar seu próprio posicionamento.

    Além disso, a autonomia regional já fazia parte da estratégia do PSD durante o primeiro turno. Lideranças estaduais receberam liberdade para construir alianças conforme as realidades locais.

    Kassab elogia candidatura de Caiado

    Ao fazer um balanço da campanha, Kassab afirmou que Caiado apresentou ao país uma candidatura baseada na experiência política e administrativa acumulada em Goiás.

    O presidente do PSD também destacou que o partido buscou se apresentar como alternativa à polarização entre os dois principais campos da disputa presidencial.

    Nesse sentido, Kassab afirmou que o país “perdeu uma oportunidade” ao não escolher Caiado para a Presidência.

    A declaração representa a avaliação política do dirigente sobre o resultado do primeiro turno.

    Caiado, por sua vez, recebeu mais de 2,5 milhões de votos e terminou a disputa presidencial na quinta colocação, segundo a apuração disponível durante a noite deste domingo.

    PSD libera apoios no segundo turno

    Kassab também indicou que o partido não pretende impor, neste momento, uma orientação nacional única para o segundo turno.

    Dessa forma, diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes terão espaço para definir seus posicionamentos.

    A estratégia segue uma característica adotada pelo PSD ao longo de 2026.

    Por exemplo, em Pernambuco, a direção nacional já havia dado liberdade à governadora Raquel Lyra para construir seu caminho eleitoral no estado, mesmo com Caiado concorrendo à Presidência pela sigla.

    Assim, o partido entra no segundo turno sem obrigar todos os seus integrantes a apoiar o mesmo candidato presidencial.

    Caiado ainda definirá posição

    Ronaldo Caiado também evitou anunciar apoio imediatamente após o resultado.

    Durante entrevista neste domingo, afirmou que pretende conversar com Kassab antes de se posicionar formalmente sobre Lula ou Flávio Bolsonaro.

    “Neste momento, vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab”, declarou.

    Além disso, Caiado agradeceu publicamente a Kassab pela oportunidade de representar o PSD na disputa presidencial.

    Partido amplia articulações

    Com a primeira candidatura presidencial de sua história encerrada no primeiro turno, o PSD passa agora a concentrar esforços nas disputas que seguem abertas.

    Ao mesmo tempo, a liberdade concedida às direções regionais tende a produzir posicionamentos diferentes de acordo com cada estado.

    O modelo não é novidade dentro da legenda.

    Desde a construção da candidatura presidencial, o partido já indicava que alianças estaduais poderiam seguir caminhos diferentes do palanque nacional.

    Segundo turno será em 25 de outubro

    Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a etapa final da eleição presidencial no dia 25 de outubro.

    Por isso, os próximos dias devem concentrar negociações por apoios entre partidos, governadores, senadores, deputados e lideranças regionais.

    Por fim, o PSD chega a essa nova fase sem uma orientação nacional obrigatória, enquanto Caiado ainda prepara sua decisão sobre quem apoiará na disputa pelo Palácio do Planalto.

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