• Nacional

    Quem é Daniella Marques, nome forte da campanha de Flávio Bolsonaro?

    Ex-presidente da Caixa e braço direito de Paulo Guedes, administradora participou da reforma da Previdência, defendeu medidas inspiradas em Javier Milei e ganhou espaço nas decisões econômicas do candidato do PL.

    Quem é Daniella Marques e por que ela se tornou uma das principais figuras da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL)? A ex-presidente da Caixa Econômica Federal voltou ao centro das discussões políticas após assumir papel estratégico na elaboração das propostas econômicas do senador. Além de sua ligação com Paulo Guedes, ela defende medidas de ajuste fiscal e já apontou o governo argentino de Javier Milei como referência para a redução de impostos e da burocracia.

    De Paulo Guedes à presidência da Caixa

    Formada em Administração pela PUC-Rio, com MBA em Finanças pelo Ibmec, Daniella construiu sua carreira no mercado financeiro. Foi nesse ambiente que se aproximou de Paulo Guedes, com quem trabalhou na Bozano Investimentos. Em 2019, ingressou no governo Jair Bolsonaro como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia. Posteriormente, assumiu a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade.

    Durante sua passagem pelo governo, Daniella participou das negociações da reforma da Previdência e da PEC dos Precatórios. Além disso, manteve interlocução com lideranças do Congresso, incluindo Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara dos Deputados. Em julho de 2022, Jair Bolsonaro a escolheu para presidir a Caixa, após a saída de Pedro Guimarães, que deixou o banco em meio a denúncias de assédio sexual. Daniella permaneceu no cargo até janeiro de 2023 e depois retornou ao setor privado.

    O retorno à política e a referência a Milei

    Quatro anos depois, Daniella voltou a ocupar uma posição de destaque no grupo político da família Bolsonaro. Na campanha de Flávio, participou da elaboração do programa econômico e passou a atuar diretamente nas conversas com empresários e representantes do mercado financeiro. Enquanto isso, Adolfo Sachsida, também ex-integrante da equipe de Guedes, coordena um grupo técnico responsável por estudar medidas para um eventual governo.

    Em setembro, Daniella citou Javier Milei como exemplo de política econômica e afirmou que a campanha havia identificado mais de mil normas para possível revogação. A declaração tratava principalmente de impostos e burocracia. Entretanto, propostas de contenção de despesas também entraram no debate eleitoral.

    Reportagens publicadas em outubro apontaram que integrantes da equipe econômica analisaram mudanças nas regras de reajuste de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). As discussões ocorreram dentro de um plano de ajuste fiscal que poderia alcançar R$ 250 bilhões. Flávio Bolsonaro, porém, negou a intenção de desvincular os benefícios do salário mínimo e afirmou que pretende garantir aumentos reais aos aposentados.

    Além da área econômica, Daniella participa das propostas sociais da campanha e aparece entre os nomes cotados para um eventual ministério. No sábado (10), Flávio afirmou que ela poderia exercer um papel maior em seu governo. Até esta terça-feira (13), o candidato não havia anunciado oficialmente qual cargo a ex-presidente da Caixa ocuparia em caso de vitória.

    Noticias relacionadas