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    Principal cabo eleitoral de Antônio Rueda, Márcio Canella é preso pela Polícia Federal

    Presidente nacional do União Brasil conquistou uma vaga na Câmara com apoio do ex-prefeito de Belford Roxo, que recebeu mais de 197 mil votos nas eleições de 2026.

    A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (15), Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e aliado político de Antônio Rueda. Os dois participaram de uma dobradinha eleitoral no Rio de Janeiro. Além disso, Canella preside o diretório estadual do partido e foi eleito deputado estadual no último dia 4.

    A prisão ocorreu durante a oitava fase da Operação Unha e Carne. Segundo a Polícia Federal, a investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos. Os suspeitos utilizariam uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio.

    A operação também atingiu o ex-secretário estadual de Polícia Civil Marcus Amim e outros policiais. Além disso, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou os mandados judiciais.

    Aliança com Rueda

    Márcio Canella teve participação importante na campanha de Antônio Rueda para deputado federal em 2026. Presidente nacional do União Brasil, Rueda disputou a eleição pelo Rio de Janeiro e conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados.

    Para isso, os dois organizaram uma dobradinha eleitoral na Baixada Fluminense. Canella concentrou sua campanha na Assembleia Legislativa, enquanto Rueda disputou uma vaga na Câmara.

    Como resultado, Rueda recebeu aproximadamente 155,8 mil votos. Já Canella alcançou 197.178 votos e terminou como o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro.

    A parceria ganhou destaque porque Rueda, natural de Pernambuco, não havia disputado anteriormente uma eleição no estado. Dessa forma, a atuação conjunta com Canella integrou sua estratégia eleitoral na região.

    Operação da PF

    A prisão ocorreu apenas 11 dias depois das eleições. Entretanto, Canella já havia enfrentado problemas judiciais durante a campanha.

    Em julho, a Polícia Federal encontrou um fuzil de uso restrito em um veículo ligado ao político. Na ocasião, os agentes o prenderam em flagrante. Posteriormente, ele conseguiu liberdade por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

    Após o episódio, Canella desistiu de disputar uma vaga ao Senado. Em seguida, decidiu concorrer novamente à Assembleia Legislativa do Rio.

    Agora, os investigadores apuram suspeitas de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Além disso, a PF busca esclarecer a possível participação de agentes públicos no esquema.

    O ex-secretário Marcus Amim também está entre os presos. Segundo a investigação, ele teria atuado na estrutura que permitia o funcionamento da organização criminosa.

    Investigação em andamento

    A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras suspeitas relacionadas aos investigados. No entanto, os valores atribuídos ao esquema não representam, necessariamente, recursos recebidos individualmente por Canella.

    Além das prisões, a Justiça determinou medidas patrimoniais e diligências para aprofundar a investigação.

    A assessoria de Canella informou que ainda não havia tido acesso à decisão judicial que determinou sua prisão. Anteriormente, o político negou envolvimento com organizações criminosas.

    A parceria eleitoral entre Canella e Rueda não comprova participação do presidente nacional do União Brasil nos fatos investigados. As responsabilidades individuais dependem das provas reunidas e das decisões da Justiça.

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