TCE-GO fiscaliza ações de prevenção e combate a queimadas em Goiás
Auditores visitaram a Sala de Situação da Defesa Civil, em Goiânia, para avaliar o monitoramento de incêndios e a integração entre os órgãos estaduais.
O Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) iniciou uma fiscalização para avaliar as ações de prevenção e combate a queimadas em Goiás. A inspeção busca verificar como o governo estadual planeja, monitora e executa medidas para reduzir os riscos de incêndios florestais.
Nesta sexta-feira (16), auditores visitaram a Sala de Situação da Defesa Civil, em Goiânia. O espaço funciona sob coordenação do Corpo de Bombeiros e reúne informações sobre focos de incêndio e situações de risco ambiental.
Além disso, a estrutura integra o Gabinete de Ações Integradas (GAI), criado pelo Governo de Goiás para coordenar medidas de enfrentamento à estiagem e aos efeitos do fenômeno El Niño.
Fiscalização estadual
Durante a visita, os auditores acompanharam o funcionamento do sistema de monitoramento de incêndios. Também buscaram informações sobre a comunicação entre as equipes responsáveis pelas ações preventivas e pelo combate ao fogo.
Segundo Cristielly Souza Bedran, chefe em substituição do Serviço de Fiscalização da Infraestrutura e Meio Ambiente do TCE-GO, a inspeção avalia a atuação conjunta dos órgãos estaduais.
O trabalho também envolve a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
Os auditores já realizaram reuniões com representantes das duas pastas. Além disso, solicitaram informações sobre o planejamento e a execução das medidas ambientais.
A fiscalização das queimadas em Goiás também inclui a análise do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais (PPCDQIF), referente ao período de 2026 a 2029.
O auditor Marcos Thadeu Fonseca Ferreira Azevedo explicou que o tribunal pretende verificar a aplicação prática das medidas previstas no planejamento estadual.
Monitoramento de riscos
A Sala de Situação da Defesa Civil reúne informações para identificar focos de incêndio e acompanhar possíveis ameaças à população.
Dessa forma, as equipes podem compartilhar dados e organizar medidas de prevenção e resposta às ocorrências.
O capitão Jonathan Alves Soares, chefe do Departamento de Gestão de Riscos da Defesa Civil, destacou a importância da integração entre as secretarias estaduais.
Segundo ele, a articulação permite transformar previsões climáticas e informações de monitoramento em medidas de proteção à população.
Além disso, o Gabinete de Ações Integradas busca melhorar a distribuição de recursos e a coordenação das equipes durante situações de emergência.
Riscos do El Niño
A fiscalização das queimadas em Goiás ocorre em meio à preocupação com os efeitos do El Niño, fenômeno que altera os padrões de chuva e temperatura.
Segundo as projeções climáticas apresentadas pelo TCE-GO, o fenômeno pode alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026.
Nesse cenário, regiões do Centro-Norte do Brasil podem enfrentar estiagem severa e condições favoráveis à propagação de incêndios florestais.
Por outro lado, áreas da Região Sul podem registrar chuvas acima da média e maior risco de enchentes.
Em Goiás, o governo estadual declarou emergência ambiental em julho de 2026. Além disso, o Decreto nº 10.962 suspendeu o uso do fogo em vegetação até 31 de outubro, ressalvadas as exceções legais.
A medida integra as ações de prevenção durante o período de maior risco de incêndios.
Relatório técnico
Após concluir a fiscalização das queimadas em Goiás, os auditores do TCE-GO vão elaborar um relatório técnico com os resultados da inspeção.
O documento poderá apresentar constatações sobre o planejamento, o monitoramento e a atuação dos órgãos responsáveis.
Além disso, a equipe poderá propor recomendações para melhorar a prevenção e a resposta aos incêndios florestais.
Posteriormente, o relatório seguirá para análise do conselheiro-relator e apreciação pelo tribunal, conforme o andamento do processo.
A fiscalização busca identificar possíveis falhas e verificar se o governo estadual utiliza adequadamente os instrumentos disponíveis para enfrentar os riscos ambientais.