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    Resumo do debate da Band: Lula e Flávio trocam ataques e discutem propostas

    Após início marcado por acusações pessoais, candidatos passaram a abordar saúde, custo de vida e jornada de trabalho

    O debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (18), na Band, começou com acusações envolvendo familiares e provocações pessoais. Nos blocos seguintes, porém, a discussão abriu mais espaço para propostas sobre saúde, economia e trabalho, embora os ataques continuassem. O encontro em São Paulo marcou o primeiro confronto direto entre os candidatos nesta campanha.

    No início, Flávio questionou suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e a lobista Roberta Luchsinger. Lula respondeu que a Polícia Federal deve investigar qualquer pessoa, inclusive familiares. Em seguida, cobrou explicações sobre recursos que Daniel Vorcaro teria destinado ao filme sobre Jair Bolsonaro. O senador não esclareceu o destino do dinheiro e afirmou que o adversário gostaria da produção. A troca incluiu ironias, interrupções e um direito de resposta concedido a Flávio.

    Na saúde, Flávio prometeu atendimento no SUS com padrão do Hospital Albert Einstein, prontuário integrado e ampliação da telemedicina. Lula questionou se a proposta significaria privatização, destacou o Mais Médicos e criticou a condução da pandemia pelo governo Bolsonaro. Ao responder, o senador reconheceu que a saúde não teve o melhor resultado na gestão do pai, embora tenha defendido sua atuação durante a emergência sanitária.

    Já na economia, Flávio criticou os preços dos alimentos e o endividamento das famílias. Lula reconheceu que o custo de vida permanece elevado, mas defendeu os reajustes do salário mínimo acima da inflação. Segundo o presidente, a política ampliou o poder de compra dos trabalhadores. Além disso, o petista cobrou garantias sobre a manutenção do fim da escala 6×1. Flávio afirmou que votou favoravelmente à mudança após ouvir trabalhadores e associou as folgas à necessidade de segurança e renda.

    A movimentação no estúdio também marcou o confronto. Enquanto Lula falava, Flávio se posicionou atrás do presidente e reagiu com gestos de discordância. Depois das dificuldades iniciais para administrar o tempo, o petista passou a pressionar o adversário com perguntas sobre financiamento do filme e direitos trabalhistas. Nos blocos seguintes, alternou respostas às críticas com a defesa de medidas do governo. A equipe de Lula reclamou aos mediadores das intervenções gestuais do senador durante suas falas.

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