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    Indústria goiana acumula crescimento de 2% em 2026 e supera média nacional

    Com destaque para os setores de biocombustíveis e automotivo, Estado mantém expansão e registra alta de 2,8% nos últimos 12 meses.

    A indústria goiana acumulou crescimento de 2% entre janeiro e agosto de 2026, resultado superior à média nacional de 0,8% no mesmo período. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Além disso, o desempenho de Goiás também superou o resultado brasileiro no acumulado de 12 meses. Enquanto a produção industrial do estado avançou 2,8%, a média nacional registrou crescimento de 0,6%.

    O crescimento da indústria goiana teve destaque nos segmentos de biocombustíveis, veículos automotores e produtos farmacêuticos. Dessa forma, diferentes atividades contribuíram para a expansão da produção industrial no estado.

    Biocombustíveis em alta

    A fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis apresentou crescimento de 7,9% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025.

    Além disso, o setor acumulou avanço de 21,1% entre janeiro e agosto de 2026. Nos últimos 12 meses, a expansão chegou a 16,4%.

    Segundo o Governo de Goiás, a produção de álcool etílico e biodiesel contribuiu para o resultado. Assim, o segmento se destacou entre as atividades industriais que apresentaram crescimento ao longo do ano.

    O desempenho dos biocombustíveis também reforça a importância da cadeia agroindustrial para a economia goiana, especialmente na transformação de matérias-primas agrícolas em combustíveis.

    Setor automotivo

    O crescimento da indústria goiana também contou com a expansão da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias.

    Em agosto, o setor registrou alta de 14,7% em relação ao mesmo mês de 2025. Já no acumulado de janeiro a agosto, a produção cresceu 24,6%.

    Além disso, o segmento apresentou expansão de 15,6% no período de 12 meses encerrado em agosto.

    Os resultados mostram que o setor automotivo avançou nos três períodos de comparação divulgados pelo IBGE. Entretanto, os percentuais representam a variação da produção física, e não necessariamente aumento equivalente no faturamento ou no emprego.

    Outros setores

    Outras atividades industriais também apresentaram resultados positivos em Goiás.

    A fabricação de produtos de metal cresceu 17% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Por sua vez, a metalurgia registrou avanço de 12,3%.

    Além disso, a fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos apresentou crescimento de 7,1% na comparação anual de agosto.

    No acumulado de janeiro a agosto, o setor farmacêutico avançou 20,2%. Dessa maneira, integrou o grupo de atividades com expansão expressiva no período.

    Investimentos industriais

    O secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna Braga Filho, avaliou que os resultados refletem o potencial de expansão da indústria de Goiás.

    Segundo ele, os setores de biocombustíveis, automotivo e farmacêutico têm importância estratégica para a atração de investimentos e o desenvolvimento econômico.

    Além disso, o secretário destacou os projetos de implantação e ampliação de distritos industriais no estado.

    Entre as iniciativas citadas estão a Plataforma Logística Multimodal de Anápolis (DaiaPlam) e o Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira (Dianot), em Aparecida de Goiânia.

    O governo estadual pretende utilizar essas estruturas para ampliar a capacidade de instalação de empresas e fortalecer a atividade industrial.

    Comparação nacional

    Os dados do IBGE mostram que a indústria goiana cresceu acima da média brasileira nos dois períodos acumulados analisados.

    Entre janeiro e agosto, Goiás avançou 2%, contra 0,8% do país. Portanto, o estado registrou uma expansão 1,2 ponto percentual superior à média nacional.

    Já nos últimos 12 meses, a diferença chegou a 2,2 pontos percentuais, com crescimento de 2,8% em Goiás e 0,6% no Brasil.

    Apesar dos resultados positivos, a pesquisa registra oscilações entre setores e períodos. Por isso, o desempenho acumulado não significa crescimento em todos os meses ou atividades.

    O levantamento considera a evolução do volume de produção industrial e permite acompanhar o comportamento da atividade econômica no estado.

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