• cidades

    Gestão Vilela sanciona lei que amplia condições para habitação de interesse social em Aparecida

    Nova legislação estabelece regras urbanísticas e busca ampliar a oferta de moradias para famílias de baixa renda.

    O prefeito Leandro Vilela sancionou, nesta terça-feira (27), uma lei que amplia as condições para a habitação de interesse social em Aparecida. A legislação regulamenta as Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) e estabelece novas regras urbanísticas. A assinatura ocorreu durante o Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores 2026, no Centro de Convenções de Goiânia.

    A medida busca facilitar a construção de moradias para famílias de baixa renda. Além disso, define critérios para ocupação de terrenos e novas condições para empreendimentos habitacionais. Entre as mudanças, determinados condomínios horizontais localizados nas ZEIS ficam dispensados da obrigação de doar áreas públicas municipais.

    Novas regras

    A legislação permite que as ZEIS incluam terrenos públicos, particulares e áreas urbanas ociosas. Dessa forma, órgãos municipais, cooperativas, associações habitacionais e proprietários poderão solicitar a delimitação dessas zonas.

    Entretanto, os pedidos deverão passar por análise técnica e cumprir as exigências legais. Além disso, os projetos precisarão respeitar os parâmetros urbanísticos estabelecidos pelo município.

    Os lotes deverão ter área mínima de 125 metros quadrados e frente de pelo menos cinco metros. Já o coeficiente máximo de aproveitamento será de quatro vezes a área do terreno. A legislação também estabelece limites de ocupação e permeabilidade mínima de 15%.

    Segundo a secretária Millene Baldy, as mudanças buscam dar mais segurança à análise dos projetos de habitação de interesse social em Aparecida.

    “Nosso objetivo é oferecer mais segurança na análise dos projetos e criar condições para ampliar a oferta de moradias, sempre respeitando os parâmetros urbanísticos e o planejamento da cidade”, afirmou.

    Déficit habitacional

    Aparecida possui aproximadamente 600 mil habitantes e enfrenta um déficit estimado em 40 mil moradias. Por isso, a prefeitura considera a ampliação da oferta habitacional uma prioridade para o desenvolvimento urbano.

    Segundo Vilela, o município possui atualmente 1.040 unidades do Minha Casa, Minha Vida em construção. Além disso, os projetos contam com a participação dos governos federal, estadual e municipal.

    O Governo de Goiás participa com R$ 50 milhões em subsídios. Outras 912 unidades já receberam aprovação do Ministério das Cidades e da Agência Goiana de Habitação (Agehab).

    Construção civil

    Representantes do setor imobiliário também comentaram os efeitos da nova legislação. Segundo Carol Lacerda, diretora do Sinduscon-GO, as mudanças podem estimular a produção de moradias e gerar empregos.

    Por sua vez, o presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo, destacou a importância do planejamento urbano. Para ele, o crescimento industrial e habitacional precisa acompanhar a infraestrutura da cidade.

    Durante o encontro, Leandro Vilela também recebeu uma homenagem da CBIC, do Sinduscon-GO e da Ademi-GO. As entidades reconheceram sua atuação em iniciativas relacionadas à moradia e ao desenvolvimento urbano.

    Assim, a legislação de habitação de interesse social em Aparecida busca ampliar a oferta de moradias e atrair investimentos. Ao mesmo tempo, a prefeitura pretende melhorar o aproveitamento da infraestrutura existente e estimular o crescimento planejado da cidade.

    Noticias relacionadas