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    Eleição em Israel termina sem maioria definida e deixa Netanyahu diante de impasse político

    Apuração indica vantagem do bloco do primeiro-ministro, mas nenhuma das principais alianças alcança os 61 deputados necessários para formar governo.

    As eleições parlamentares de Israel, realizadas nesta terça-feira (27), terminaram sem uma maioria definida para a formação do próximo governo. Com a apuração avançada nesta quarta-feira (28), o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aparece à frente da oposição liderada por Gadi Eisenkot. Entretanto, nenhum dos dois grupos alcançou os 61 assentos necessários para controlar o Knesset, o Parlamento israelense, composto por 120 deputados.

    Segundo dados divulgados pela emissora pública israelense Kan, com 85,6% dos votos contabilizados, o bloco de Netanyahu tinha projeção de 53 cadeiras, enquanto o grupo de Eisenkot reunia 48. Os partidos árabes somavam 19 assentos e ganharam importância nas negociações para a formação de uma coalizão. O Likud, partido de Netanyahu, aparecia como a maior legenda, com 26 deputados projetados, seguido pelo Yashar, de Eisenkot, com 21. Esses números ainda não representam o resultado definitivo.

    Apesar da vantagem parlamentar, Netanyahu não garantiu um novo mandato. O presidente de Israel, Isaac Herzog, deverá consultar os partidos e escolher um parlamentar para tentar formar governo. Enquanto isso, Netanyahu permanece no cargo de forma interina. Além disso, as divergências sobre uma possível aliança com partidos árabes dificultam as negociações. Caso nenhum candidato consiga reunir apoio suficiente, Israel poderá enfrentar um novo período de instabilidade política e até outra eleição.

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