Marco Rubio avalia deixar governo Trump após derrota republicana nos EUA, diz Bloomberg
Secretário de Estado teria discutido possível saída com a Casa Branca, mas governo americano nega informação.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, avalia deixar o governo de Donald Trump após a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato. Segundo reportagem da Bloomberg publicada nesta quinta-feira (5), Rubio e seus assessores discutem alternativas para seu futuro político. Entretanto, o Departamento de Estado negou que o secretário esteja considerando uma renúncia.
De acordo com fontes ouvidas pela agência, Marco Rubio teria conversado com integrantes da Casa Branca sobre a possibilidade de deixar o governo Trump. Além disso, representantes da administração americana teriam pedido sua permanência. Apesar das conversas relatadas, o secretário ainda não tomou uma decisão e não há prazo para uma eventual saída.
Governo nega saída
O Departamento de Estado contestou as informações publicadas pela Bloomberg. Dylan Johnson, responsável pela área de assuntos públicos globais, classificou a reportagem como falsa. Segundo ele, Rubio não discutiu a possibilidade de deixar o cargo. A Casa Branca também negou que exista uma renúncia em discussão.
A movimentação ocorre após os democratas conquistarem o controle da Câmara e do Senado nas eleições de terça-feira (3). Com isso, o governo Trump enfrentará uma oposição fortalecida no Congresso a partir de janeiro de 2027. Uma eventual saída antes desse período permitiria ao presidente indicar um substituto enquanto os republicanos ainda controlam o Senado.
Disputa por 2028
Ex-senador pela Flórida, Rubio também aparece entre os nomes mencionados para a sucessão de Trump nas eleições presidenciais de 2028. Entre eles está o vice-presidente JD Vance. Segundo a Bloomberg, uma eventual saída poderia fazer parte de uma reorganização da trajetória política do secretário.
Atualmente, Marco Rubio acumula os cargos de secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Até esta quinta-feira (5), ele não havia anunciado intenção de renunciar.