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    Fechamento do Cine Goiânia Ouro é criticado por vereador Fabrício Rosa

    Espaço cultural de 55 anos é considerado símbolo da memória artística da capital

    O vereador Fabrício Rosa (PT) divulgou nesta sexta-feira (3) uma nota de repúdio contra a decisão da Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, de não renovar o contrato de locação do Cine Teatro Goiânia Ouro. O espaço foi inaugurado em 1968 como Cine Ouro e está sob gestão da Secult desde 2006. Dessa forma, tornou-se um dos últimos redutos culturais do centro da cidade.

    Retrocesso com o fechamento do Cine Goiânia Ouro

    Na avaliação do parlamentar, a medida representa um “retrocesso sem precedentes”. Além disso, ele destacou a contradição do anúncio, feito na mesma semana em que artistas participaram de uma audiência pública sobre políticas culturais, promovida pela Câmara Municipal.

    “Enquanto se discutia cultura de forma aberta, a Prefeitura agia nos bastidores para decretar um dos maiores retrocessos da última década”, afirmou Rosa.

    Importância histórica do Cine Goiânia Ouro

    O Goiânia Ouro soma 55 anos de atividades e já recebeu apresentações de música, teatro, cinema e debates culturais. Assim, o vereador considera que fechar as portas do espaço desrespeita a memória artística da capital e ignora a contribuição do teatro na formação de novos artistas.

    Reivindicações contra o fechamento do espaço cultural

    Na nota, o mandato do vereador exige que a Prefeitura:

    1. Revogue a decisão e mantenha o contrato de locação;

    2. Abra diálogo transparente com a classe artística;

    3. Apresente um plano de manutenção e valorização dos equipamentos culturais de Goiânia.

    “O fechamento demonstra desprezo pelas artes e pela população goianiense”, destacou o vereador. Portanto, ele garantiu que continuará mobilizado para reverter a decisão.

    Repercussão do fechamento do Cine Goiânia Ouro

    O anúncio provocou reação imediata entre artistas e representantes culturais. Nas redes sociais, grupos ligados à arte e à produção independente também se manifestaram. Dessa forma, reforçaram o apelo para que o Cine Goiânia Ouro permaneça ativo como símbolo da resistência cultural no centro da cidade.

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