• cidades

    Laudo técnico da Amma confirma risco em árvores da Praça Cívica

    Parecer concluiu que exemplares de Fícus estavam mortos e autorizou substituição por ipês-amarelos para garantir segurança e manter a arborização urbana

    Um laudo técnico da Amma concluiu que árvores da Praça Cívica, em Goiânia, haviam encerrado o ciclo de vida e representavam risco à população. O parecer técnico nº 404/2025, emitido em 16 de outubro de 2025 por profissionais da Agência Municipal de Meio Ambiente, apontou que os exemplares de Fícus estavam secos, com comprometimento estrutural, e autorizou a substituição preventiva das árvores.

    A medida, executada pela Companhia de Urbanização de Goiânia, tem dois objetivos claros. Primeiro, preservar a segurança de pedestres, motoristas e equipamentos públicos. Segundo, garantir a renovação responsável da arborização urbana. No lugar dos Fícus, o parecer determinou o plantio de mudas de ipê-amarelo (Handroanthus serratifolius), com altura mínima de 1,50 metro, no mesmo local e em até 30 dias.

    Por que a substituição foi necessária

    Além disso, a decisão considerou o período de chuvas intensas e ventanias, quando árvores debilitadas aumentam o risco de quedas. A retirada preventiva reduz danos a veículos, imóveis e à rede elétrica, minimizando prejuízos ao patrimônio público. Assim, o manejo seguiu critérios técnicos e priorizou a proteção da população que circula diariamente pela região central.

    Enquanto isso, o histórico recente reforçou a urgência. O laudo foi solicitado após a queda de um Fícus sobre um ponto de ônibus na própria Praça Cívica, em outubro de 2025. Na vistoria, técnicos identificaram outros exemplares secos, com risco semelhante de colapso.

    Fiscalização e critérios técnicos

    A Amma foi acionada para a análise ambiental, que confirmou a necessidade da substituição. Também houve verificação da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente, que corroborou o diagnóstico de árvores mortas e instáveis. Conforme os órgãos, a remoção só ocorre com autorização ambiental e com base em critérios científicos, assinados por servidores concursados e habilitados.

    Por fim, a Comurg reforçou que não realiza poda drástica nem remoção sem aval técnico, garantindo transparência e rastreabilidade do processo. Dessa forma, a intervenção preserva vidas, renova o verde urbano e mantém o equilíbrio ambiental da Praça Cívica.

    Noticias relacionadas