MPGO e Prefeitura avançam em solução para o Wassily Chuc
Nova unidade psiquiátrica deve ser construída no Distrito Sudoeste
O MPGO e Prefeitura de Goiânia avançaram na construção de uma solução definitiva para o Pronto-Socorro Psiquiátrico Professor Wassily Chuc. Uma audiência realizada na sede do Ministério Público de Goiás definiu os próximos passos para corrigir problemas estruturais graves da unidade, que colocam em risco pacientes e servidores.
O encontro ocorreu no âmbito de uma ação judicial que cobra providências do poder público. Desde 2014, o Wassily Chuc enfrenta falhas estruturais recorrentes. Além disso, funciona sem alvarás da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros, o que agrava a situação. Diante desse cenário, o MPGO e Prefeitura de Goiânia passaram a discutir uma alternativa mais ampla do que a simples reforma.
MPGO e Prefeitura de Goiânia definem nova estratégia para o Wassily Chuc
Durante a audiência, o Município apresentou a proposta de construir uma nova unidade em terreno próprio, anexa a uma UPA no Distrito Sudoeste. A mudança de estratégia ocorreu após a identificação de entraves legais na desapropriação do imóvel atual, o que inviabilizou o plano original de reforma.
Segundo a Prefeitura, a nova estrutura permitirá mais segurança jurídica e maior agilidade na execução do projeto. Além disso, a solução evita riscos adicionais ao atendimento enquanto as obras estiverem em andamento. Dessa forma, o MPGO e Prefeitura de Goiânia passaram a considerar a nova construção como alternativa prioritária.
MPGO e Prefeitura de Goiânia avaliam construção de nova unidade psiquiátrica
O projeto apresentado prevê uma unidade moderna, com ampliação de leitos e atendimento multiprofissional. A proposta é que o serviço funcione nos moldes de uma UPA, com ala psiquiátrica integrada, garantindo resposta rápida às urgências e emergências em saúde mental.
Além disso, a nova unidade deve corrigir passivos históricos do Wassily Chuc. Hoje, o pronto-socorro é referência estadual em urgência psiquiátrica, mas opera em condições consideradas inadequadas. Por isso, o MPGO e Prefeitura de Goiânia destacaram a necessidade de um modelo que assegure atendimento seguro, digno e humanizado.
Atuação do MPGO e da Prefeitura de Goiânia terá acompanhamento contínuo
O MPGO concordou com a proposta apresentada, mas estabeleceu condicionantes. O Município deverá apresentar, em até 60 dias, um estudo técnico comparativo que demonstre as vantagens da nova construção em relação à reforma da unidade atual. Esse material será analisado antes da validação definitiva da estratégia.
Enquanto isso, o processo seguirá com audiências periódicas de acompanhamento. Segundo o MPGO, a mudança de plano não afasta a obrigação do poder público de garantir o pleno funcionamento do serviço. Ao todo, já existem recursos destinados para viabilizar a reestruturação, o que reforça a viabilidade financeira da solução.
Por fim, a expectativa é que a iniciativa do MPGO e Prefeitura de Goiânia resulte em um novo padrão de atendimento em saúde mental, encerrando um problema que se arrasta há mais de uma década.