Ministério Público de SP investiga superlotação em blocos de rua
Órgão apura falhas de organização e segurança após tumulto na Rua da Consolação durante o pré-Carnaval da capital paulista
O Ministério Público de SP investiga superlotação em blocos de rua após registros de confusão e pressão de foliões contra grades de proteção na Rua da Consolação, região central de São Paulo. A apuração foi anunciada nesta segunda-feira (9) pelo Ministério Público de São Paulo, por meio da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital.
O episódio ocorreu no domingo (8), quando dois megablocos — o patrocinado pela Skol, com apresentação do DJ Calvin Harris, e o Acadêmicos do Baixo Augusta — acabaram se encontrando no mesmo trecho da Rua da Consolação. Embora programados para horários distintos, atrasos na agenda provocaram a convergência dos desfiles.
Encontro de megablocos gerou tumulto
Como resultado, a concentração de pessoas ultrapassou a capacidade planejada para o local. Além disso, a circulação ficou comprometida, o que aumentou o risco de acidentes. Foliões relataram empurra-empurra e dificuldade para sair da área cercada, enquanto equipes de apoio tentavam conter a multidão.
Diante do cenário, o Ministério Público de SP investiga superlotação em blocos de rua para verificar se houve falhas no planejamento urbano, na autorização de eventos e nos protocolos de segurança. A Promotoria deve analisar documentos, cronogramas e responsabilidades dos organizadores e do poder público.
Atendimento sem remoções
Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 30 pessoas receberam atendimento no local. No entanto, não houve necessidade de encaminhamento para unidades de saúde. Ainda assim, o órgão ressaltou que situações de superlotação elevam o risco de incidentes graves.
Próximos passos da apuração
Agora, a investigação deve avaliar medidas preventivas para os próximos dias de Carnaval. Entre os pontos em análise estão o escalonamento de horários, limites de público, rotas de escape e a comunicação entre organizadores e autoridades. Por fim, o MP pode recomendar ajustes imediatos ou adotar medidas judiciais, se identificar irregularidades.